terça-feira, 29 de julho de 2008

Futura convivência

Mato-me por cansaço
Nao que tenha falhado
Jamais estive perto de tal imperfeiçao
Ajoelho-me e digo ao meu lamento,
que isso nao passou de um sonho
Mato-me, pois vou para um plano só meu
único, nunca falado
Este é meu ninho
agora apaixonado
Mato-me pelos falsos que me cercam
Mato-me com o orgulho de partir sem medo
Mato-me, pois já ri horrivelmente
E este é o absurdo de minha nostalgia
Ajoelho-me e nao imploro
Pois sei que a vida nao passou de um sonho


quando me deparar com a morte
estarei contente, pois sei que só ela me venceu,
que é minha aliada e veio me salvar

Além do Rio dos Sinos

De volta à terra dos que nao sao como eu
De lacaios debochados que pulam de cotidianos em cotidianos
Rio que envolve as almas encharcadas de tanta tolice e mesquice,
tudo apresentada entre si
Terra na qual nao existem jardins secretos
E me deixa cansado
Nao sei o que tenho que lhes deixam aflitos
Um segredo nao pode ser agitado
Onde até a dança parece tao falsa
Terra condenada à ignorância
Nao há um ser sensato que nasceu
e permanece nessa ilusória sensaçao de acolhimento
De volta à terra dos poucos amaveis
Apenas o fato de nao pentear meu cabelo
já lhes abrem um vao no inferno psicológico
Cada hora, minuto, noto que essa terra nao é para sonhadores
Essa idéia e conhecimento decadente
Formada por pessoas pequenas e uma gigantesca burrice
Repúdio todo esse tipo de mundo
Essa falsidade aglomerada sobre minha solitaria alma...

sábado, 26 de julho de 2008

???

Caio em tentaçoes musgo-fortes, como a flanela que me inflama, em meio à tantos erros, o que fara mais um.
Nao sei mas nao é isso que escolhi quando nasci,-se bem me recordo, ou estava desacordado.
A maior dor é quando se descobri que voce nao é igual a todos e nao é feito para todos, posso contar as pessoas que gosto, e pior que suporto, contar as bandas que amo e os livros que me apaixonam. Meu ápice de dor ocorre agora, sem que ninguem perceba, ele me corroi clandestinamente, roubando meu bom senso, esse ápice acontece quando voce conhece sua inteligencia nao saciavel e sua sede de saber passa por seus limites e voce nao compreende mais as pessoas, apenas seus papos sem nexo, a perda de tempo, perda de sangue que correm para manter um corpo sem nucleo. Nao consigo concentrar minha atençao, apenas pensar: -fuja, esse mundo nao é seu...Mas para um lugar que a morte nao é mais forte do que eu, ou para onde seria?

quarta-feira, 9 de julho de 2008

DESCULPAS

DESCULPA: s.f. 1. Ação ou efeito de desculpar(-se). 2. evasiva; pretexto. 3. perdão.
DESCULPAR: s.f. 1. Tirar ou atenuar a culpa de. 2. perdoar, escusar. P. 3. Justificar-se; escusar-se.

No dicionário com sentido tão definido que pode ser aprofundado seu sentido fazendo com uma palavra tão simples fique apenas como um pretexto ou adjetivo para algo que deixaste de executar em sua vida.
...em alguma parte de uma mente confusa.

Desculpe por não estar vivendo intensamente alguns de meus melhores dias, desculpe por estar deixando o tempo passar, desculpe por deixar o tempo fazer de mim uma pessoa tão distante da felicidade, desculpe por não ter coragem para tomar certas atitudes que deixariam a vida com um verdadeiro sentido, desculpe por não olhar em seus olhos e perceber o seu sentimento, desculpe por ficar com medo de te amar sem limites, desculpe por deixar de perceber que você seria a única pessoa que me deixaria feliz, desculpe por não falar palavras que o fariam melhor, desculpe por não te beijar naquele momento, desculpe por não mostrar que sou a pessoa que lhe fará mais feliz um dia, desculpe por querer que o mundo jogue ao meu favor, antes de ter me apresentado a ele, desculpe por ter um problema na cabeça e só ficar pensando em você, desculpe por ter a vontade de mudar o mundo, mas esquecer o elemento principal CORAGEM, desculpe por deixar de lhe criticar, desculpe por falar coisas que não lhe interessavam em momentos que você queria novas aventuras, desculpe por sorrir quando esperava um homem maduro, desculpe por ser maduro nas horas que queria rir, desculpe por não persistir quando você estava quase cedendo, desculpe por não dançar o rock and roll, desculpe por chorar e gritar nos momentos que precisei, desculpe por me perder enquanto você me esperava, desculpe por não ser o profissional o suficiente para fazer com dedicação o que não gosto de fazer, desculpe por perder noites olhando para o céu e sonhar, desculpe por deixar oportunidades passar, desculpe também por não saber cria-las, desculpe por dar uma volta de 360 graus e ter um único sentimento: o de mudança, desculpe por não dar aquele conselho que seu amigo tanto precisava, desculpe por não te escutar em momentos que era a pessoa mais sabia em meu redor, desculpe por não lhe dizer o quanto é importante, desculpe por beber o gole que faria nossos caminhos se desencontrar, desculpe por querer justificar atos, desculpe por viver o melhor show de todos os tempos varias vezes, desculpe por querer te ter em meus braços mesmo quando quero te tirar de meus pensamentos, desculpe por ouvir musicas que me fazem mudar minhas formas de pensar, desculpe por ler aquela historia fascinante, desculpe por querer ser como meus maiores ídolos, ter opindesculpe por iões formadas antes de conhecer certas pessoas, desculpe por não acreditar em deus, desculpe por apelar pra deus quando meu time esta mau, desculpe por achar aquela banda tão a fude que não enxergo a simplicidade do som, desculpe por ser uma metamorfose ambulante, desculpe por não dedicar-me a um objetivo, desculpe por fazer da noite a melhor companheira, desculpe por ser muito critico, desculpe por não querer ser comum sendo uma pessoa comum, desculpe por ter me encolhido quando eu era a melhor opção,desculpe por ter curiosidade, desculpe por oferecer prazer quando você queria carinho, desculpe por deixar sua amizade de lado para amar-te, desculpe por adorar seu ar de mistério, desculpe por nunca ter tentado fazer musica, desculpe por querer escrever um livro, desculpe por sentir saudades e não te achar, desculpe por ser tão tolo, desculpe por ter tantas duvidas, desculpe por ser a pessoa mais confusa dentro de mim, desculpe por ser meu próprio psiquiatra.

Luís Felipe C. Scheibe

Saudosa sultepa

Desculpe por estar escrevendo isto, mas hoje vi um ciclo de minha “ainda curta” vida se encaminhar para um fim – espero que não - mas quando sentimos algumas coisas tão definitivas precisamos pensar a respeito.
Todas aquelas noites ou dias inteiros foram muito bom e é com uma brecha no peito que me lembro de todos aqueles momentos ( não consigo lembrar de todos, são muitos) com enorme honra e felicidade traço um auto desafio: manter a amizade por todas as pessoas que fizeram parte de minha vida até o momento e nunca perder o contato com estes que sempre serão apreciados por mim.
Nas noites de loucura aprendi a ser humano, nos dias de ressaca apreendi a refletir, nas horas de empolgação aprendi a dar valores as melhores coisas, nos minutos de nostalgia vi como sou ligado a esta liga, nos momentos ruins aprendi a contar com meus amigos, nas horas de arriadas aprendi a rir de mim mesmo, nas rodas de violão descobri alguns artistas, nos momentos a nada repartimos o nada, nos momentos de solidão senti falta.
Não é pelo afastamento de algumas peças, mas sim por momentos que não voltam, como o de hoje. Um lugar certo vivendo o momento certo para saber que sua escolha foi a certa e que apesar do fim foi bom pra caralho.
As minhas melhores influencias e meus melhores conselheiros cada um com seu estilo e sempre com algo para ser descoberto por serem tão loucos e criativos que sempre saberemos que o monte azul nos espera. Flutuando por algum lugar deste planeta as mentes se unificaram para divulgar o monte sagrado para pessoas que só entenderam se forem capazes de juntar notas que flutuaram para deixar na historia a verdadeira canção.

Luís Felipe C. Scheibe

sábado, 5 de julho de 2008

"A" + "lunos"

Pensei que pensasse como o mundo, ledo engano. O mundo pensa de um jeito cruel e interesseiro. Pensei que pensasse como você, mas você não pensa. Quem pensa? Como suas idéias refletem em sua vida?
Eu penso da maneira que você desejar! Mesmo que você insista, salvo em determinadas situações, minha opinião será parcialmente moderada, jamais radical. Hipocrisia? Talvez. Você há de convir que isso simplifique as coisas. Remar contra corrente é uma atitude que gera inimizades, incompreensão e angústia. Quem não é compreendido é marginalizado, então se cala. Seria esta a melhor atitude? Não sei. Se soubesse, entretanto provavelmente não estaria escrevendo este texto. Não digo que a hipocrisia seja o melhor caminho, mas ela ajuda a incluir você. Melhora seu convívio social.
Primeiramente, ao manifestar minhas opiniões, procuro entender o contexto social em que a pessoa nasceu ou conviveu a maior parte do tempo. Afinal de contas, o sistema que inclui é o mesmo que exclui. Aquele sistema que implanta idéias generalistas e formula as suas frases feitas, é também o mesmo sistema que descarta a opinião particular. Se você possui uma frase pronta para cada tema polêmico, está na hora de parar para pensar.
Estou trabalhando no sistema público de ensino há dois anos. Trabalho em uma escola de ensino fundamental. Obviamente, a classe do ensino deveria ser amplamente tolerante a diferentes pontos de vista, visto que, filosoficamente não existe certo e errado. O curso de pedagogia possui três disciplinas que tratam da filosofia, no entanto, ao que me parece, os profissionais da área ainda não sacaram à serventia da matéria.
Você sabe qual é a origem da palavra aluno? Vem do Latim. Luno significa luz, já o prefixo “A” contribui ao sentido de negação. A palavra aluno significa: sem luz. Como podemos ser tão cruéis com os futuros administradores de nosso país? Não sei! A escola, assim como outras instituições da sociedade moderna ainda possui resquícios militares. Podemos citar: classes enfileiradas, olhos na nuca alheia, ordem e hierarquia. Estas são algumas das características que ilustram o modelo. Poderíamos criticar ainda a forma de ensino, mas esta é uma tarefa muito complexa que deixaremos aos nossos especialistas no assunto.
Apesar disto, gostaria de ver uma turma de educandos formada pelo modelo iluminista. Lá, noutros tempos, a sala de aula era organizada de forma circular, todos igualmente distantes do mestre. Todos opinavam. Talvez pela base deste modelo formaram-se na época pensadores tão brilhantes. Note que é exatamente aí que reside o problema. A escola é uma instituição social, assim como a igreja e a família, servem para moderar o pensamento da sociedade. O pensamento que não está de acordo com as idéias moderadas destas instituições é sempre ridicularizado. Daí nasce à frase: “A escola é feita para todos, mas nem todos são feitos para a escola”.
As pessoas estão com algum tipo de bloqueio, ou a minha cabecinha imunda pensa opostamente aos clichês da idéia geral? Minhas opiniões estão sempre opostas à norma, ainda assim, meus valores estão sempre acima dos valores da sociedade. Não sei explicar, mas muito me preocupo. Será que devo procurar o consultório, ou a sociedade está adoecendo de forma crônica? Penso que a sociedade está se deixando levar por uma dominação suja.
A arte ainda é o melhor caminho à exposição de pensamentos diferenciados. Por isso, aqui no meu local de trabalho, as minhas idéias também estão guardadas no cofre, afinal de contas, quem gostaria de ser tratado como um louco ou como um sem-luz?

A levada toca calmamente. Os trombones preservam a base alegre, depois séria, então assustadora. A escala sobe, sobe, sobe. Achamos que não vamos conseguir. Que eles não irão conseguir. Que não chegaremos lá. Nossas cabeças vão do nada ao fim do mundo em questão de segundos. Do céu ao inferno em uma escala crescente, densa e tocada pelo coração.
A percussão acompanha tudo. Os tambores expressam a raiva do compositor. A coisa toda chega ao êxtase. Goza, porém volta. Os pratos soam abençoando o fim de tudo, glorificando o fim da frase. A toada está lá novamente. Eles conseguiram. O público então retoma o fôlego, torna a respirar.
Não, definitivamente não existe nada que se compare à formosura de uma orquestra. Bocas gritam bravo, bravíssimo cospem outras. E aquilo tudo que exclamam não os sai da boca pra fora, pelo contrário, são expressões cuspidas pela alma às múltiplas sensações despertas pela melodia.
Violinos lançam frases de um lado, celos sustentam a levada do outro. Muita classe. Os inúmeros naipes de sopro nos carregam a conhecer uma terra desconhecida, utópica, e correspondem as frases emitidas pelos violinos.
Depois, as vozes. As vozes engordam tudo isso em uma proporção gigantesca. A solista expõe a sua alma com a absoluta certeza de que tudo irá parar naquele instante. Os ouvintes ficam suspensos. Estão tocando o céu.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O que lhe faz ter medo?

O que lhe faz ter medo? Porque o que você mais quer fazer talvez seja o mais difícil de fazer? Os momentos são feitos para serem aproveitados e as oportunidades para serem realizadas.
Se tudo parece tão comum e ao mesmo tempo tão complexo posso ser totalmente paradoxal e me perder em momentos que tudo surgiu para achar o caminho do monte azul. Mas o que realmente quero é sair desta mente que esta em uma eterna duvida e seguir o caminho proposto por esse destino - que é tão cobrado por nunca ajudar em momentos obscuros e chega sempre em partes de alguma hora que a insensatez e a falta de lucidez tomam minha cabeça - e isto só acaba por se tornar uma realidade quando a lucidez torna-se, literalmente, comum.
Algum dia existira uma pessoa dentro deste mundo paralelo que sua vida se torna a cada momento importante - todos os momentos são importantes - que saberá compreender o que seria certo no momento desejado.
Voltando e apenas para uma analise que se torna útil em minha mente ou em meu coração, será que este destino esta apenas rindo de você quando lhe apresenta soluções tão obvias, e o que você esta acostumado é procurar as coisas mais absurdas, já que é o que costuma acontecer. (em alguns momentos as coisas mais absurdas se tornam as razões mais corretas para seus problemas inúteis).
Porque cada pergunta é respondida com outra pergunta que lhe levara a fazer mais cinco ou oito, e assim suas duvidas só se multipliquem?
Onde esta sua felicidade? Na simplicidade ou na complexidade.
Luís Felipe C. Scheibe

Noites Solitárias

Agora é 2 horas 36 minutos em uma noite sem grandes pretensões é normal que não aconteçam grandes fatos, entre um gole e outro fico aqui bebendo e pensando, talvez devesse estar muito mais empolgado ou pelo menos fora.
Noites de sexta-feira não foram feitas para ficar em casa lendo e escrevendo ou simplesmente pensando, é meu jovem que esta aí dentro, este pensamento era de um rapaz que se satisfaria em ficar noites inteiras se dedicando a loucuras, loucuras bebedeiras, simplicidades que o lugar oferecia – e ainda oferece – e lhe agradavam, por motivos diversos, afinal, você era jovem irresponsável não tinha compromissos alem de freqüentar aquela escola que era fácil demais para ocupar seu comprometimento inteiro, então pra que melhor que aprender com a noite, depois veio a trabalho, mas não foi o suficiente para deixar aquelas noitadas, você tem que reconhecer que aquelas noites vividas foram uma formação para seus pensamentos e vontades para o futuro.
E agora o que pensar afinal seus gostos e preferências não mudaram muito e você esta sem saber o que fazer para que estas noites de sexta-feira não se tornem vazias e inúteis, já que o que mais quer neste momento é fazer com que sua vida seja a melhor possível, mesmo às vezes perdido, não sabendo para que caminho seguir, e sempre chegando a aquela velha historinha de sempre de querer fazer o que gosta e ser feliz.
O principal neste momento é saber que esta evoluindo, já que as coisas desnecessárias que fazia antes esta enjoando e o que mais quer neste momento são aventuras novas, buscando cada vez mais os sonhos que deseja realizar. Sabendo que em certos momentos você vai pensar que esta retrocedendo o principal é pensar e fazer com que os maus momentos se tornem apenas passageiros. Sempre saiba que um descanso faz com que as coisas voltem a funcionar com muito mais pressa e precisão.
Acabei de abrir a 6° lata e olhar para o lado, pela janela vejo um grupo de pessoas e penso por alguns instantes : estão vivendo sua vida da melhor forma que escolheram, enquanto estou aqui escrevendo palavras que não estão servindo para nada alem de meu crescimento pessoal e ortográfico – depois deste ultimo gole e de perceber o quanto este Led Zeppellin (é importante destacar Moby Dick)que entra em meus ouvidos neste instante é perfeito – mudei completamente e percebi que estou em uma fase que deve ser apreciada com todo cuidado e muito mais que isto saber supera-la.

Luís Felipe C. Scheibe

Olhando por esta janela

Olhando por esta janela, vejo uma luz piscante, ela esta a poucos metros, deve estar em cima de algum prédio- é esta em cima do prédio- tem todo jeito de ser um para-raio. É madrugada e não distingo, mas partindo do principio que seja um para-raio, me pergunto: O que um para-raio faz em Parobé.
Afinal, aqui em um município pacato aonde sua principal renda vem de fabricas de calçados, e a maioria da população deseja exercer sua função existencial e nada mais. Pois pra que ter grandes pretensões se já esta tudo pronto, os idosos se sentem satisfeitos com o que fizeram com suas vidas e passam para seus filhos sua mentalidade de pessoas – para mim ignorantes- trabalhadoras que sempre lutaram para ter o que tem hoje e vão envelhecendo com a paz de um dia a morte chegar e os levar. Os seus filhos por sua vez querem seguir o exemplo de seus pais com um pouco mais de ambição já pensam em deixar algo - material com certeza - para seus filhos(vejam a evolução). Passei por duas gerações e nada mudou, mas e agora: ah!Os jovens devem ser diferentes?Infelizmente a maioria dos jovens desta cidade não pensa, pois o que querem é trabalhar de segunda á sexta em algumas daquelas fabricas do inicio do texto,passar o sábado descansando e domingo ir para o “centro” bebe,ouvi merda e tenta fude.
Sei que estou sendo critico, mas para não ser tachado de recalcado - tirando ouvi merda, o resto está certo – mas o problema não é o que fazem é o que deixam de fazer.
Em parobé nada acontece ninguém inova, todos preferem seguir o ritmo de gerações passadas - também, criar é bem mais difícil que copiar.
Voltando a o para-raio – ops, paradinha, acaba de tocar o sinal de uma daquelas fabricas(são 2 horas e 32minutos da madrugada) - sua existência é um tanto quanto infundada, já que nesta localização do mapa até ladrões são burros fazem coisas bizarras, o que diremos de uma multidão de pessoas que se sentem felizes por serem formigas em uma sociedade de insetos.


Luis Felipe C. Scheibe

sexta-feira, 20 de junho de 2008

"creio nos longos caos do sentido para se chegar ao desconhecido..."

-Nao é por nada nao, sei lá é você que me força a isso.Foi o tempo quem disse, eu nunca quis dizer, embora sempre soubesse que sou superior que você:
O que você lê?
Eu leio Nietzsche.
O que você dança?
Eu danço sem lamentos, loucamente.
O que você vê?
Eu vejo Mágico de Oz na trilha de Pink Floyd.
O que você escuta?
Eu escuto Beatles.
O que você crê?
Eu simplesmente creio em mim...

tire suas pequenas conclusões!!!


quanto maior for a explosão de felicidade, maior será o abismo da tristeza...

terça-feira, 10 de junho de 2008

Eu e meu jeito lento pela avenida

Estou sempre com esse jeito lento e com esse olhar chapado de quem sabe de todas as coisas. Sempre com esse andar compassado e com esse jeito característico de balançar os braços. Não consigo deixar de lado este sotaque porto-alegrense quando falo e nem este jeito estranho de pronunciar as palavras arrastando as vogais das últimas sílabas.
Essa é a minha defesa, essa indiferença, esse olhar blasé de quem parece entender tudo. Esse desinteresse maquilado pela falta do que falar. Esse é o meu álibi. Meu pedido de desculpas ao mundo. Meu pedido de perdão a você. Embora meu coração seja grande e compreensivo, meu olhar se parece com o olhar daqueles pobres monges que imploram compaixão.
Estou sempre com essa barba por fazer, sempre com esse aspecto relaxado, atirado. Esse é o meu charme. Essa falta de disciplina. Duvido que não seja esse o motivo dos olhares quando passo. Ainda nem me pareço com um marginal ou com um descamisado, apenas não vejo a necessidade de aparar a barba enquanto ela não marca a minha tez. Nem dou bola para os olhares que me despedaçam nas avenidas. Para esses olhos esbugalhados que me observam enquanto passo. Estou sempre assim, não consigo disfarçar o meu olhar distante que já faz parte de mim.
Não temos ex-presidiários que sacam Nietzsche
Eles já não sacam nada
Não temos trilhos para correr e apanhar os vagões
Já não temos nem vagões
Não temos força nem autoridade
Já nem somos jovens de verdade
Onde estão os grandes literatos da nossa geração?
Sobram-nos teorias literárias e nos faltam às palavras
Onde foi perdida a vontade de mudança?
Já nem lembramos mais o que “mudança” significa
Temos medo da mudança?
Não, nem conhecemos a insegurança para temermos a mudança.
Não temos grandes lideres e nem jovens politizados
Nem temos jovens de verdade
O que será da nossa geração no poder?
O que será dos livros da nossa geração?
Eu temo que nem livros mais existam
O cigarro que destrói o seu pulmão

Sim, mas e a sua alma?

A fumaça azul de sua diamba corrói teus dentes

Sim, mas e a sua alma?

As anfetaminas que te sobrecarregam os rins

Sim, mas e a tua alma?

O vinho, sangue dos deuses, que te enche o espírito e te purifica as veias

Purifica também a tua alma

E a poeira branca que te acelera e te sobrecarrega de atividades

Como enobrece a tua alma! Quão imaginativa a poeira torna a tua alma

Deus, não é o deus da carne que tu veneras, esse Deus concreto

Deus, esta na alma daqueles que aceitaram a santidade de sua existência.

Venha conhecer a paz dos deuses que habitam você

O enobrecimento da alma

A sensibilidade que deve ser explorada




Sooooooooooooooooooooooooouuuuuuuuu l

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A Sobrevivência que escolhemos

Quando os escravos correrem sobre os espinhos das almas presas
Conviria às feras do que aos homens sobreviver em estado dormente
Esfarelando os ossos, em continua meditaçao da morte
Entre espinheiros e matagais, com uma cara diabólica,
com um santo em cada lado e outrém lavando seus pés
Cantando e gritando!
-Deus lhe fala em segredo-
'isso foi o que voces acreditaram
isso é o que voces tem como paraíso'.
A fim de arrancar dolorosamente as entranhas
Fica vergonhosamente roxo, por vaidade culpável,
Roxo daqueles que escondem-se sob peles esticadas
Tornando-o homem superior,
Do que a severa esperança que Deus irá salvá-lo
Endurecido no mal, no medo sagrado, num silêncio profundo,
num teatro enchido de horror
Por essa briga perigosa, com a navalha enferrujada
Suplicando a sobrevivência á sua própria morte
O último estimulo doce de padecer
O dia em seu banquete
A suposta apariçao maquiadora
No monte em que aquele mesmo ser mal divino,
Fixou sua morada em flamas
Acabando com o ar puro

sábado, 7 de junho de 2008

as vezes o que falta é coragem!!!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Uma Mente Confusa

Certo domingo comum como outro qualquer, talvez não seja um domingo feliz. Um coração que não sabe pra que lado bater, um cérebro que não sabe o que pensar – o que ele estaria pensando agora- pra que rumo seguir? 18 anos e você acaba de começar o que pode ser a melhor época de sua vida e nem sabe qual é a melhor opção e muito menos o que é bom para sua felicidade - você sabe o que é felicidade?- com certeza já sentiu isso antes. Duvidas. Podem ser apenas duvidas que daqui à uma hora já passem, mas talvez possam ser duvidas que mudem sua forma de pensar.
E AGORA?
Você pode seguir com seus conceitos, e achar que isso apenas é uma má fase –cuidado más fases duradouras, são um passo para a infelicidade- mas também pode criar coragem para mudar –você precisa mudar?- você sabe para onde ir? Ou o que lhe faria melhor, quem lhe traria essa felicidade?- será que essas pessoas são as corretas?
SUA CAPACIDADE
Você depende de si mesmo e não sabe se será capaz de resolver suas próprias duvidas, mas ninguém pode lhe ajudar - apenas você saberá o que lhe deixará mais feliz.
ONDE VOCÊ ESTÁ?
Talvez você esta em algum lugar que é muito diferente de você. Mas a grande duvida que você tem é: este lugar algum dia ficara compatível com você ou apenas e simplesmente você ainda e possivelmente nunca se adaptara a esse lugar, então, a duvida ao mesmo tempo que pode ser simples, se torna completamente um paradoxo que sua cabeça ainda não sabe responder-ou já tem a resposta- mas ainda não a encontrou nessa mente receada de interrogações, exclamações e emoções.
O PROBLEMA
Qual será o seu problema? qual será o seu maior problema?Você tem algum problema?Excesso de trabalho?Falta de trabalho? Mesmas histórias? Falta das historias antigas? Procura por novas histórias?Mesmas mulheres? Falta de mulheres?Procura uma mulher em especial? Mesmos amigos? Falta dos velhos amigos?Procura por novas musicas? Falta dos clássicos? Falta de festa? Você ainda sabe fazer festa? Você algum dia soube fazer festa? Você já foi a alguma festa?Você nunca mais irá a uma festa?Falta de álcool? Você já bebeu tudo o que deveria?Você ainda quer beber? Falta de leitura? Leitura de coisas que não lhe agregam? Um livro será a melhor companhia?Qual é o momento de se esconder atrás de um livro? Quem poderá lhe ajudar? Alguém poderá lhe ajudar?Qual é seu sonho? Qual é seu talento? Você tem algum talento?Qual é sua duvida? Você algum dia saberá as respostas?

Luís Felipe C. Scheibe

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O POÇO E O PÊNDULO

Esticou em um prato a metade primeira de si próprio.

Inalado, percorreu em direção ao cérebro um trajeto perpendicular ao abismo; foi quando se deu conta de que precisava de mais de si. Cheirou-se.
Em meio à euforia de cores e desatinos - seguidos de alguns minutos para reflexão -, lembrou-se de que cheirava, ali, o Renoir adquirido por sugestão de uma das filhas, assim como já cheirara ternos, motos, a Fender autografada por Clapton... prato limpo!

Há dias naquela espelunca, sozinho e em fim de carreira, descobriu que cheirava mal.





Chacal

sexta-feira, 30 de maio de 2008

No alto da montanha

Eu estava sentado no topo de uma montanha. Era inverno e fazia frio. Eu podia sentir o frio penetrando minhas roupas, podia sentir o vento frio e gélido roubando o calor de minha espinha. Mas não me importava, sabia que aquilo era necessário. Sabia que meu destino era estar ali, e mesmo que sentisse o frio e soubesse dele, não tinha a menor intenção em deixar aquele abrigo seguro no topo da montanha. A montanha me ensinava a estar ali. Agraciava-me com as suas paisagens, me distraia durante horas com um detalhe irrelevante e intocável de sua composição. Fazia-me vivenciar a eternidade. Era o infinito em alguns poucos minutos, nos detalhes de um pequeno arbusto, ou no esforço de um besouro que carrega seu fardo montanha acima.


No topo da montanha não existia solidão, não existia angústia e não existia a falta de entendimento. Tudo era compreensão. Era preciso apenas que eu me concentrasse nos detalhes, que me concentrasse nos detalhes sem apego nenhum, notando tudo aquilo que me cercava e ao mesmo tempo deixando que tudo passasse. Que tudo morresse. Assim todas as coisas estavam lá. Elas eram graciosas e eu podia sentir toda a energia positiva que as coisas do topo da montanha irradiavam.


Eu já havia esquecido do frio, do vento e até da própria montanha. Havia esquecido meu corpo. Havia esquecido como viera, e o motivo que me levara até ali, mas naquele momento, nenhuma destas questões estava presente. Como já disse, tudo era preenchimento. Naquele momento, aceitava tudo, tudo era a absoluta e inegável verdade.
Inconstante,
inconsciente,
desvairado,
louco de pedra,
doido de amor,
descontrolado,
sem-noção,
ativista,
liberal,
inconseqüente,
iconoclasta,
incauto,
inculto,
incomparável,
incendiário,
abandonado,
reincidente,
progressista,
pueril,
saliente,
solícito,
sozinho,
desamparado,
incerto,
eremita,
tolo,
requintado,
profano,
pro fundo

domingo, 25 de maio de 2008

Minhas viagens deslumbrantes me renderam um abismo gigantesco

Desgarrado e ansioso, me deparo só, cada vez mais sólido e antiquado, quieto e perturbado com minha mente.
Insatisfeito com o jeito em que as coisas se enquadram, quantas e quantas vezes ja me impediram de viver nossa loucura, que ate ja mudou de nome, lado e esperança.
Aprendemos tantas coisas juntos, mas agora fugimos, ou por medo, ou por receio, ou por lidos diferentes.
Algumas dimensoes estao paradas, apavoradas de tao desqualificados viraram alguns fundamentos.
As noites de virada, a bebedeira, o fumo, a doença sanguessuga de nossas ideias fantasiosas, parecem para mim, que foram jogadas de lado na primeira curva à esquerda encontrada; o peso parou sobre vossas costas; um caminho, uma maturidade, em que desencantou a nossa verdade, em que antes estava no vinho e na criança.Nossos segredos de tao loucos que eram, tornavam-se nossos fortes elogios. Ao vosso lado vi Deus e o desconheci, tornei-me sabio e tolo, inconsequente; louco: nao daqueles frágeis; insano: daqueles que dança ao luar, quando um de seus melhores amigos o acompanha com voz e violao suaves, em uma de suas preferidas melodias.
Coroavamos o tortuoso edificio do pensamento, cada qual como aluno e professor, grandes Poetas psicodelicos. Nao sei o que se apodera de mim, a luz atravessa minha retina, num desfecho insatisfatorio.
Saudades de quando tinhamos um par de asas e nao sabiamos, mas voavamos sim, por entre as inefáveis e os eternos delirios do céu. Sempre, estreladas noites, nao sei, mas nao precisava de mais nada. hoje, pelas coisas que me restam, por aqueles que me faltam frequentemente, talvez retorne satisfatoriamente, mas por onde tem andado.
Para mim, é o fim de nossa Era de explosão sentimental.



um pouco de depressão para acalmar a alma

segunda-feira, 19 de maio de 2008

sob uma imensidao só

Poderiamos ver o lago
Poderiamos dançar sobre o lago congelado
Mergulhar sob sua imensidao solitaria
Nao precisamos mais nos esconder da neve
que o vento purpura espreita
Poderiamos crescer e morrer com a vegetaçao que envolve o lago
Crescido, o corpo conservado
A agua azul, limpida, invade suas palpebras
Poderiamos ter momentos em especial
no jardim do alem congelado
E o sopro umideceu a estaçao verao
E invadiu nossos coraçoes tristes
que em frequencia o vento partiu...

ultimo apice

nas palavras, a destruiçao havera de ser unica
destruiçao exclusivamente unica:
um simbolico desgosto pelo qual a vida
o enviou ate a morte:
aqui jaz, em seu limbo,
deslumbrante perturbo,
que confundiu corrosivamente seu caminho
para a confusao mental
igual trechos nervosos de Trofonio
que tao palida, tao sem amor
o apice de mentiras o separou
do mundo de liberdades que achamos encontrar...

domingo, 18 de maio de 2008

olhos fixos e vazios e loucos

Eu sei, às vezes pego pesado demais. Meu rio de sentimentos disparados, desenfreadamente condecoram minha fraqueza, denotam a minha fragilidade. Nós sabemos. Você sabe. Ninguém gosta de fragilidades. Ao menos não de fragilidades como as minhas. Transparecidas, declaradamente frágeis.

Pego pesado na minha loucura e sou incompreendido. Pego pesado na minha razão irracional. No meu excesso de lucidez que transborda pelos poros. Lucidez de olhos fixos e vazios e loucos. Lucidez dos meus flertes e insensatez das minhas frases feitas.

Eu sou o pior dos mortais. Como, durmo, acordo, leio e falo pouco. Perco-me na linha de meu raciocínio. Sou um imortal com milhares de almas, sem medo, sem culpa e sem-vergonha. Com um pouco de não-sei-o-que misturado a todo o resto. Com muito de nada-disso-que-você-pensa e tudo mais. Tentando compreender o inexplicável vai-e-vem do fluído vital.

em outrora; Pecadora

Ela voou em outrora; Pecadora
Numa imensidao abissal
Ruiu em flamas, contorcendo-se ferozmente
Esteve em exilios sobrios de agua e sal

Oh!!! lua; venera tuas legioes e pestes
Que durante anos foram nos envolvendo
E encolhendo nossos cerebros inflamados
Revelando-nos anseios psicologicos

Estava eu, diante do inferno: a cerca deste tempo, e:
houve retrocessos
Em que eram reerguidas as multidoes
Costurando-as pes com pes e ardendo suas bocas
Para que na colheita nao fosse consumido nada
Agora o peso circunferico nao pairava sobre minhas maos
E os vermes passavam sobre os corajosos
Para que reivindicassem seus coraçoes
Tratando-os pelo aconchego do mau sobre o bem...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Dizer Adeus

Eu queria dizer adeus e queria que ela também dissesse. Queria que não houvesse nenhuma lágrima, nem sofrimento algum. Queria dizer adeus e esquecer todos os dias que passamos juntos, e ter a certeza de que um mês depois tudo estaria bem, e a certeza de que ela também esqueceria tudo. Eu queria partir, e ter a certeza de que ela também partiria. Queria beijar outras bocas, e ter a certeza de que, tão logo eu o fizesse, ela também o faria. Eu queria que ela fosse tudo o que eu quisera, e liberdade para ser tudo o que sou. Queria ter a certeza de que o tempo passaria tranquilamente, e a certeza de que nunca me questionaria a respeito do tempo que passamos juntos. Queria ter a certeza de que nunca ninguém me questionaria a respeito dela. Queria ter a certeza de que tudo o que fiz foi certo, e a certeza de que todos os meus amigos estariam dispostos a me acompanhar a tudo que ela me acompanharia. Queria ter a certeza de que todas as minhas incertezas estariam certas quando partisse. Queria ter a certeza de que, por mais que ela diga que é única, existem pessoas muito mais únicas que ela por aí. Queria ter a certeza de que ela nunca mais me ofenderia, e ter a certeza de que ela nunca mais lembraria das minhas fraquezas. Queria ter certeza de que não sou tão bom quanto ela, e ter a certeza de que ela merece alguém melhor, e a certeza de que ela encontraria essa pessoa tão logo nos separássemos. Queria ter a certeza de que eu certamente encontraria um esconderijo tão bom quanto o dela, e ter a certeza de que sou forte. Queria a certeza do tempo que ganhei perdendo tempo junto dela. Ter a leviana certeza de que o futuro está cheio de serenidade. Queria ter a certeza de que ela jamais cortaria os pulsos, e consolar-me com minha incerteza sobre isso.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Alucinado

alucinados a caminho da lua
alucinaçoes a caminho da mente
perdidos no clarao
o coraçao de volta a terra
enterrado por centenas de anos
tanta imaginaçao que nao levou a nada
seu algoz esta atras
lembrando todos seus pedidos
que va!
a lua se aproxima rindo da terra
a lua se aproxima para rir do ser
o tempo quebrou a barreira do pensamento
perdemos muito tempo
mas ganhamos imagens
e as vozes lunaticas continuam
e eu as toco para mudar o mundo
me fecho como se nunca tivesse visto a lua brilhar para mim
acreditamos num mundo sem nao
e é facil acreditar que existe a lua logo ali
ela se aproxima esclarecendo a escuridao
como se todos fossemos um
como realmente somos...

adeus

quando entrar em sua sala trancada
nao tera olhos para olhar fundo
chegou a hora da verdade
a hora da solidao
todos fecharam as portas
ela doce a dançar
vive com as cartas na mao
a vida a empurrou para uma imensidao
e as verdades sao pisadas
por um coraçao quebrado
sonhos sao para voce
ela dança sobre o fogo
voa como passaros nao podem voar
adeus...
cantando sua mente assada
irmaos e irmas ja estao longe de casa
e fecham os olhos para sua loucura
e voce hoje esta livre
livre acima de todos
sua dança magestral ira me corroer
venha percorrer conosco
vamos insistir na loucura suave
vamos nos desmanchar juntamente
achando nossa sabedoria inquieta
adeus...

Unissono melodico

Naquela noite, nao havia crianças
O vento silvava ferozmente acima de mim
As janelas, fracas e velhas, batiam e estralavam
Quando dei por mim, ja nevava pesado outra vez
Seria confortavel estar quente a baixo de pele de animais
e nao permanecer ali fora, ao frio parado
Observando, esperando um movimento
Naquela parte do ceu, nao havia estrelas
Vagava por aquele ceu escuro e nublado
Nevava...
quando desenrolei meu oleado
e encarei-o de frente
Os pequenos monges, que eram diferentes do que conhecia
ate ali
Passavam e faziam-me lembrar de anjos adormecendo
Me ergui e completei a imagem silenciosa que faziam
Apenas depois desse momento pude me recuperar
Em meio a tudo, uma arvore recem-nascida me chamava atençao
Uma lembrança subita de gloriosos dias de brincadeiras
Ao nosso redor
Junto de tanto frio, resolvi passar
Atravessei a passarela, ate a porta
Ali permaneci trancado
ate que desapareci no vasto palco dos diarios da vida...
Talvez volte um dia...
Solicito encarecido que porventura
ainda mais jovem
do que quando entrei...

Nebuloso

A noite mais fria
A madrugada mais fria
Com o amanhecer mais frio do ano
Nebuloso dia chuvoso
A chuva cai paralelamente igual
sem treguas para qualquer raio de sol
que pudesse se esconder atras de cada nuvem sobria
Nao me gosta mais?
Cansaço de implorar por calor
e fervecer calor humano
Dia quente doi
Nao risca a alma
Ano sombrio desvairado
sem argumentos, sem amor
Preso em sua flanela da infancia
que qual nuvem nos escondeu da chama...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Entrando Noutra

Eu continuo fumando, tragando e morrendo.
Sigo meditando e procurando e
duvidando e caindo
e entrando noutra,
noutro poço,
enchendo-me do vazio,
transbordando de respostas vagas,
cheio de preenchimento,
cheio de perguntas que me fazes e não me respondes.
Imenso vazio dos campos de maçã.
Aquele vazio que insiste em esvaziar os bons fluídos.
Que jorra e foge e sopra e engana os desenganados.
Como eu, aqui te confesso: Falhei, mas vi.
Pobre de ti que não permite falhas.


Não aprenderás a errar e

tão pouco aprenderás a sentir.

Hoje e Sempre

E eu que achei que nem na morte precisaria dele de novo
fraco, volto a implorar por um suspiro doce
Eu que nao gostava e nao iria crer em infernos e diabos
os encontro em minha cidade natal
Amadureceu o homem, mas morreu a criança
O dinheiro ainda vale mais que uma felicidade
O sangue e a lagrima
Eu jamais fugi, apenas isso nao encarei
Nao sou de receios
Perdendo a vida para morrer digno para os outros
Sofrer, batalhar, batalhar, talvez vencer
Para os fracos resta esperar pelos sonhos
Para os fortes de coraçao o amor
Espero estar com os dois
e nao amadurecer jamais
Que minha criança sobreviva
hoje e sempre
Amor...

sábado, 10 de maio de 2008

Uma temporada insana

"Estive longe durante um bom tempo
sem testemunhas,
meu coraçao bailou numa doce noite de amor
me perdi pelas coxilhas
e o vento que soprava distante,
nao esquenta mais
nos nao temos mais escolhas,
só fiquei fora durante alguns anos
isso nao me tornaria tao ruim,
lá, as montanhas serpentinosas nao sao tão geladas assim
em minha ultima viagem eu a toquei,
foi como um divino em minha direçao
durante um longo e impetuoso tempo
sorri louco, chorei louco
estou completo em paixoes que me tocam
e o vento pairava sobre as tumbas envelhecidas,
as folhas secas no chao de chaqualos enfurecidos
preciso me recolher
e envelhecer minha mente vazia..."

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Não sou mais razão.

Não me lembro em qual altura do caminho houve este rompimento, esta fissão.
Foi um ponto onde, a partir dali, as coisas tomaram outro sentido.
Antes, existia o “eu” e existiam as coisas.
Agora, existem as coisas e os seus significados.
Junto com o meu excesso de razão, se foram, quando cruzei a fronteira, todos os meus conceitos.
Aquelas mesmas coisas que, racionalmente, não possuem vida, possuem um significado próprio, luz própria.
O “eu” não está mais presente. O conjunto do universo dita as regras.
A beleza da serena-luz está lá, embora o equilíbrio esteja distante.
Certamente você não pode compreender.
Estes sentimentos são indizíveis, imaterializáveis.
Você o sente, mas não com a mesma intensidade que eu o sinto.
As coisas estão lá e sobrevivem por si. Isso é tudo.
Talvez seja pelo meu excesso, pelas horas de contemplação à loucura.
Talvez seja doença, algum mau que se apodera da minha consciência.
Talvez seja apenas lucidez, excesso de alma.
Talvez não. Por mais que você tente, não compreenderá, a não ser que cruze a fronteira.
A não ser que se submeta a experimentar.
O seu velho “self” nunca mais será tocado.
Os filtros da realidade são lançados ao lixo.
A loucura é aparente. Ela diz: olá.
O que eu posso lhe dizer sobre isso?
Bom, ela possui uma beleza atraente e lhe trás mais respostas do que a razão.