quarta-feira, 30 de junho de 2010

sereno na noite

aqui estou novamente
minha vida direcionada
em compassos solitarios
as horas passam
o coração aguarda
hora aqui, hora acola
a madrugada gelida
dita o ritmo da vagabundagem
e espera com louvor
aquela paixão sozinha
passeando num monte
traço parques e deserto
vejo arco-iris em
parques na primavera
chego ao céus com
um amor inigualavel
e volto para um sonho sozinho
mangas verde são saudaveis
para criatividade inesplorada
a barba cresce como o
desleixo de minhas paisagens e noites
toda sensibilidade é linda
no reino da paz
letargia vinda do conflito
entre loucos e insensatos
entre anarquistas e democratas
entre o pensador e a razão
entre o sexo e a paixão
agora tudo arde
na mesma direção
um belo momento
para uma satisfação mentirosa.



madrugada de 30 de junho.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Segunda-feira Blues I
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger / Carlos Maltz

Onde estão os caras que lutavam dia-a-dia sem perder a ternura jamais ?
Onde estão os caras que desmaterializavam moedas de dez mil reais ?
Onde estão os caras que desconheciam limites ... universal e singular ?
Onde estão os caras que desenhavam novas cidades
Em guardanapos na mesa de um bar?

Onde estão as provas, onde estão os fatos ?
As boas novas eram só boatos ?
Onde estão os atos de bravura e rebeldia (ternura guerreada dia-a-dia) ?
? será que estamos sós ?

Onde estão os caras que pregavam no deserto ?
(o deserto continua lá)
Onde estão os caras que deixavam as portas abertas para a vida poder circular ?
Onde está o teatro mágico só para iniciados ?
Onde está o espaço não privatizado ?
Onde estão os caras que acenavam com a mão invisível um mercado para todos nós ?

Onde estão as provas, onde estão os fatos ?
As boas novas eram só boatos ?
Onde estão os caras que lutavam e cantavam ?( por um mundo ideal eles gritavam : ! não estamos sós ! )

Onde estão os caras que diziam que a guerra ia acabar ?
Onde estão os caras que diziam que a maré ia virar ?
Onde estão os caras que espalharam o vírus, prometeram a cura e viraram as costas ?
Onde está o outro ? onde está o diferente ? onde está o comum a toda gente?

Onde estão as provas, onde estão os fatos ?
As boas novas eram só boatos ?
Onde estão as provas, onde estão os fatos ?

domingo, 20 de junho de 2010

Faço-me presente, repetidamente, no desabafo sentimentalista e na escolha das palavras certeiras. Sem meu simples nome evidenciando minha inerente identidade.

Pois bem, vem à tona o meu último “último dia da semana” de liberdade absoluta, de venerada ociosidade, de adorada vagabundagem. Exageros convenientes à parte, já sinto as cordas me entrelaçando.

O dia entristecido, que por vezes me rouba o bom humor, surpreendentemente, hoje não o fez!

A conversa fraterna e a inexplicável satisfação de segurar nos braços o inocente rebento alheio, com seus olhos curiosos e sorriso sincero, me fizeram lembrar o valor das pequenas coisas da vida, frequentemente deixadas de lado.

A noite chuvosa, que me trancafiava entre quatro paredes, hoje, passeou comigo pela cidade deprimente!

Abraçados caminhamos rumo ao circo das aberrações que tanto desdenhamos, mas que em razão do tédio, adentramos. Juntou-se a nós, para assistir o show dos palhaços, o mórbido decidido garotinho do apê e o quase velho sábio. Como de costume brindamos, e nos fechamos nas nossas constatações, indiferentes aos delinqüentes juvenis de mente influenciável, que esta noite, não vieram nos sugar a bebida e os bons modos.

Entre um gole e outro, acomodei o queixo na palma da mão e enxerguei com olhos calados, por entre as nuvens que se dissipavam lentamente, as estrelas e nelas a promessa de um novo dia ensolarado!

sábado, 19 de junho de 2010

Vejo-a chegar todo dia. Ela desce do ônibus, atravessa a rua, empina o nariz e caminha depressa. Não sei se ela levanta o nariz porque gosta de andar de nariz empinado, ou se ela joga a cabeça pra trás pra sentir o cabelo balançando enquanto caminha. Acho que ela gosta de sentir o cabelo balançando enquanto caminha. Provavelmente goste. Eu também gostaria se tivesse um cabelo belo e delicado como o dela. Seu nariz também é bonitinho, apesar daquele osso saltado. Ela deve gostar de empiná-lo também. Aquele osso saltado já me incomodou, agora já nem o noto mais. Provavelmente aquele maldito osso também a incomodara.
Ela chega, senta-se à mesa e come depressa, sempre reclamando e falando alguma coisa. Lógico, ela fala pelos cotovelos. Como não falar? Como não reclamar de alguma coisa? O mundo é mesmo ruim, as coisas são mesmo muito feias. Ela é tão delicada para o mundo, você precisa ver. Muito mais delicada que o mundo é para ela.
Às vezes ela me olha com carinho, gosta de mim – penso. Ela já sofreu muito na minha mão, eu já fui muito mal com ela. Depois ela sai e volta. Reclama do cheiro do meu cigarro, fala dos meus dentes amarelos. No fundo talvez ela me ache o máximo, ou talvez ela me odeie pra caramba. Claro, ela deve me odiar pra caramba. Mas ela não demonstra nem um pouco, ela é sempre educada e encantadora, principalmente se precisa de alguma coisa.
Ela sempre olha meus amigos com um pouco de ódio, não, talvez não seja ódio, talvez seja apenas um olhar superior, sabe. Talvez ela queira apenas deixar bem claro que não está afim de intimidades. E ela certamente não está afim de intimidades. Claro que existem algumas exceções, não são todos os meus amigos que ela olha assim, só os mais decadentes. Ela gosta dos decadentes, não é que ela não goste dos decadentes, mas às vezes ela desdenha dos decadentes, e deve ser pelo ar superior que eles têm. E ela sempre se acha um pouquinho superior.
Ela tem muitas virtudes. Eu queria dizer muitas coisas sobre as virtudes dela, a gente quase nunca conversa sobre as coisas que ela sente, e tampouco sobre as coisas que eu sinto. Eu acho que ela não sente muita curiosidade pelas coisas que eu sinto, talvez sinta um pouco de curiosidade, mas não uma curiosidade tão grande como esta que eu sinto pelas coisas que ela sente. Ela carrega uma porrada de sentimento nas coisas que escreve, mesmo que o texto venha carregado de imaturidade, tem um estilo bem característico, e isso me deixa ainda mais interessado nas coisas que ela sente. Ela deve escrever assim por que se alimenta demais. Come, come, come, e depois vomita, vomita e vomita. E esse vômito vem filtrado e pega muitos sentimentos legais. Dá pra notar nitidamente que ela realmente sente aquilo que está escrevendo, e aí o texto assume um estilo muito original.
Eu queria dizer tantas coisas a ela. Eu a quero tão bem. E as vezes parece que tudo vai ficar bem, e parece que a gente vai dividir um monte de opiniões diferentes e ao invés de ensinar algumas coisas a ela, ela é quem vai me ensinar uma porção de coisas. Por que ela possui uma sensibilidade tão grande, e ela vê coisas que quase ninguém vê, e entende várias coisas que quase ninguém entende.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

tarde de um vagabundo

os ultimos dias de minha nobre vida podem ser vistas com muito prazer exclusivamente para mim.
numa tarde chuvosa poucos conseguem sentir o cheiro do ralo, muitos não gostariam mas o cheiro do ralo é extremamente cativante. este ralo desdenhado por varios, trata o olfato de quem cheira mal como um esgoto sangrento e por muitas vezes repugnate, todos tentam desfarçar e esconder seu ralo, mas a verdade sempre ultrapassa as cortinas de quem vive para sua bela imagem e enganadora satisfação.
como um bom vagabundo, pela tarde chuvosa parei e reparei que ao olhar pela janela via um arco iris (duas pessoas que estavam ao meu lado nao enxergavam)estava chovendo arduamente e as flores pareciam ezalar um odor satisfatorio, me aproximei da janela e percebi que não havia flores ali.
confusamente, estonteante não conseguia concentrar minha atenção em nada.
fui até meu ralo e para minha satisfação vi multiplas cores formando um arco-iris e ao respirar aquele odor satisfatorio recuperei a sanidade que só um vagabundo como eu pode ter.
hoje dormirei contente por saber que não tenho alucinações e que meu olfato esta em perfeito estado.




um vagabundo despreocupado.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Vislumbre

Ao fim do turbilhão da ansiedade
Persiste ainda a vontade
Aquela constante insaciável fome

A euforia disfarçada
A atitude analisada
Inquietude sem nome

Incandescência ocular
Substitui o luar
Que em outrora, insisti em procurar

Metonímias rasgadas
Loucuras descaradas
Aparente bem estar

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Apelo aos surdos.

Abster-se do longínquo espaço entre o prolixo parágrafo da justificativa e a paráfrase de palavras injustificáveis.
Posto que sois nada além de outrem que também desperta cedo separando-se da família, para assim, ser digno de por ela ser amado.
Não me moralize a ponto de expor-me ao cansaço terminal, já que levando-me aos trancos ainda me sugam algum préstimo.
Sou daqueles que não esfria, mas deixa-se mofar constantemente.
Abro-me estreitamente para não permitir que penetres em minha esfinge, embora frequentemente, tenha de acalmar o espírito beira a prantos incessantes.
Cansar a própria boca e ouvidos alheios a buscar compreensão para tudo o que já sei e deixo se repetir, se tornou uma fórmula matemática.
Mas confesso meus senhores de escapismos relevantes, que ao pressentir alvos para novos clamores, por vezes, me calo, me esforço para não dar vazão ao deságüe circunstancial. Mas sou escravo de mim mesmo, sempre buscando apoio para tolices divinas desse meu mundo alheio às pluralidades otimistas.
Espero por seu obséquio, por suas mãos a me puxar para a fuga, para seguir em frente com esta loucura que não me cala, mas me mata em gritos abafados.


Por: Trovador(a) Errante.

Jura

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Descobrindo por meio dos atos que continuo o mesmo;
Apesar da distância entre nós, de certo modo, ainda sou o mesmo;
Continuo a encaixar-me nos mesmos núcleos;
Com o nosso modo despreocupado, nunca conformado de ser;
Vendo as coisas com olhos minuciosos;
Tornando únicos e memoráveis os encontros;
Relembrando e planejando;
Cabeça levantada ao céu;
Eterna busca, luta, pelo saber, conhecer;
Ir adiante sem jamais esquecer do passado e dos amores;
Olhos voltados às letras e fotografias
Ouvidos dispostos a novos sons;
Cabeça aberta a novas ideias;
Revisão de valores, reafirmação de amores!


Com as mãos estendidas;
Continuo com a cabeça voltada a vós...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Queria eu...

... fugir da minha própria letargia, agir!!
...saltar ao nada, flutuar no lago;
correr livre, alforriar-me do tempo;
não ter nenhum dinheiro e nunca precisar dele;
continuar embriagado e ter a certeza da eficácia de meu fígado;
continuar tragando e não duvidar da integridade dos pulmões e da mente;
poder falar o que penso para quem bem entender e ouvir somente o agradável;
sentir o calor, livrar-me deste frio que me rasga a alma;
assobiar e dançar aquela singela canção;
persistir com o sorriso nos lábios no marasmo daqueles apáticos dias molhados;
permanecer sentado na relva e enxergar o deslumbrante horizonte no oceano;
não estar aqui, não estar lá;
não lhe transmitir a imagem, meu caro, de um descontente egocêntrico;
apenas expressar a inconstância que em mim habita.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Em desintoxe

Em decadencia sexual
Deprimencia emocional
Indo a falencia financeira

Propondo ideias inexas
Sonhando com o Texas
Guardado o extinto na geladeira

O amor pobre
A vitima nobre
Um ritual de elegancia

Eu surto no culto
Pareço feito vulto
Que torna a perder a frequencia

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Acho ligeiramente intrigante e interessante o fato de, a maioria dos postadores do blog, não deixarem seus nomes como referências históricas...
Me intriga, e fico por um bom tempo matutando quem fora o autor dos versos que me fizeram viajar. São tantos os membros que poderiam te-los escrito, devido à nossa semelhança intelectual e nossa formação conjunta...
Todavia, adoraria ver teu nome em tuas postagens caro amigo, ver evidenciado teu soberano nome simples!
Adoro-vos!!!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

eu queria que esse blog fosse agitado e comentado e revirado como a alma daqueles que o freqüentam! Sim, eu gostaria!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

sozinho sozinho sozinho e só
cada vez mais solitário e sozinho, repito a repetição para repetir do que se trata a sensação da solidão, para que você concretize isso bem em sua cabeça
pois se existe uma misera pobre alma para lhe escutar, você não está solitário.
mas eu, que estou só, me reparo pesquisando os detalhes do prédio em construção,
vesgo e sem idéia alguma, e pior do que isso, só

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ah sei la, cara... todo mundo sabe

Já não suporto mais meu buraco
Tenho me sentindo mal por ele
Mas acho que não entro mais nele
Estou precisando de um espaço maior, talvez seja essa a definição
Nada contra, o usei por dias e dias a fio
A dramaticidade mal influenciada aumentara
Apenas procuro um buraco
Isso, se há algum disponivel
Prefiro um de estado macio e novo
Já não suporto mais meu buraco, e só...

domingo, 16 de maio de 2010

Aqui sentado na órbita de saturno quero gritar
E dizer que sinto falta do planeta terra
Das noites de pura euforia
Regadas a álcool e idéias jogadas ao ar
Da sensação de estar em sintonia com outras cabeças
Das melodias que embalavam a todos
Agora aqui sinto-me tão distante daquilo que realmente sou
Bom talvez isso seja natural por ser um alienígena numa terra de estranhos
Sinto falta de expressão e o novo não me agrada
Quero farra, rir até chorar, falar bobagem, urinar na rua
Até mesmo sentar num banco velho e deixar o sol chegar
Aqui não sinto calor e as noites são muito mais longas
um 4ºde nós

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O hóspede

Recebo-te em minha casa, contra a minha vontade, indesejável companhia. Entre e fique a vontade, inesperado andarilho.
Não exija de mim cordialidade e boa educação.
Peço-lhe que nos poupe de desnecessárias apresentações, afinal, sei quem és.
Mesmo contrariado, dedicarei-me a ti e, de hoje em diante, terás um lar. Hei de me acostumar com tua infame presença.
Como já disse, te conheço. Você não irá retribuir de forma gentil a hospedagem que lhei dei. Em contraprestação à minha generosidade, você agirá com o objetivo de me atenuar, de me enfraquecer, de me colocar para baixo, de me tirar o que tenho de bom. Desprezo-te, aceito-te.
Mesmo que alcance o mínimo que almeja, não cante vitória. Tudo tem dois lados. Você está preso a mim, não te libertarei nunca mais. Por burrice não impedi sua entrada, por vingança impedirei sua partida.
Por sua malevolência, te impedirei de andar por aí, de percorrer outras estradas, de caminhar por novos campos, de escalar montanhas, de aproveitar-se de ingenuidade alheia.
Não haverá nenhum triunfante nessa batalha.
Tudo tem o seu preço.
Somente a morte nos libertará um do outro.
E o que fazer agora que a barca furou?
Dizem aqueles "sábios" viventes: Porque você não me contou isso? porque deixou de compartilhar aquilo? Porque sofres sozinho?

E penso eu: Ora bolas, quem mais poderia sofrer por mim?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Andar a pé - Henry David Thoreau

DESEJO dizer uma palavra em nome da natureza, em nome da liberdade absoluta, em nome da amplidão, que contrastam com a liberdade e a cultura das cidades — no sentido de considerar o homem como um habitante da natureza, ou parte e parcela dela, e não como um elemento da sociedade. Desejo fazer uma exposição vasta e, se puder, a farei enfática, pois existem muitíssimos campeões da civilização. Não só o ministro e as congregações das escolas mas todos vós a tomareis em consideração.

Em todo o decurso da minha vida só encontrei uma ou duas pessoas que compreendiam a arte de andar, isto é, de dar passeios a pé — que tinham o gênio, por assim dizer, do “sauntering”, palavra esplendidamente derivada de “pessoas vadias que erravam pelo país, na Idade Média, e pediam esmola sob o pretexto de irem à la Sainte Terre” à Terra Santa, até as crianças exclamarem “Lá vai um Sainte-Terrer“, um “Saunterer”, um da Terra Santa. Os que nunca vão à Terra Santa nas suas peregrinações, como pretendem, são, em verdade, meros vadios e vagabundos; mas os que lá vão ter são “saunterers”, no bom sentido que tenho em vista. É certo que alguns derivariam a palavra de sans terre, sem terra ou pátria, o que, portanto, no bom sentido, significará — não tendo pátria determinada, mas igualmente tendo sua pátria em toda parte. Pois este é o segredo do vitorioso “sauntering”. Os que se deixam permanecer em casa, quietos, sempre e sempre, podem ser os maiores errantes de todos; mas o “saunterer”, no bom sentido, não é mais errante do que o rio sinuoso, cujo propósito contínuo é encontrar o caminho mais curto para o mar. Prefiro a primeira como sendo a derivação mais provável pois toda caminhada é uma espécie de cruzada que nos foí pregada por algum Pedro, o Eremita, para avançarmos reconquistarmos esta Terra Santa das mãos dos infiéis.

É exato que não passamos de cruzados acovardados, inclusive os andarilhos hodiernos, que não perseveram e nunca terminam suas empresas. Nossas expedições não passam de giros e regressamos à noitinha para o pé da velha lareira da qual nos apartáramos. Metade da jornada é para trilhar os caminhos já percorridos. Devíamos, andando menos, percorrer maior distância, e talvez, no espírito imortal da aventura, nunca mais regressarmos, preparados para devolver os nossos corações embalsamados, como relíquias aos nossos desolados domínios. Se estais pronto para deixar pai e mãe, irmão e irmã, esposa e filho, e amigos, e a nunca mais vê-los — se haveis saldado vossas dívidas, feito vosso testamento, deixado em ordem os negócios e se sois um homem livre, então estais pronto para uma caminhada.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

nosso tempo

sobre nós



Desespere-se, grite, decepcione-se, aposte, dispa-se, AME, corra, pare, olhe, coma, nade, canse e mude, mude, mude... Mude de idéia, de hábitos, de lugares, de crenças... Deixe... Deixe sua cidade, sua casa, seu país, seu mundo, deixe-se, permita-se...Deixe de lado os velhos fantasmas que tanto te assombraram e parta... APOSTE EM VOCÊ, aposte nos outros, aposte no novo e no velho, se necessário for, mas não desacredite nos ideais que te rondam pois você pode sim ser seu Deus, louco e sutil, louco e feliz.... Permita-se conhecer o outro lado da medalha que, talvez, deixou de brilhar por um motivo que você desconhece e, talvez, nunca venha a conhecer! Você depende exclusivamente de você!!! Abra... Abra caminhos, trilhas, horizontes, pessoas e suas mentes adormecidas por falta de um impulso sagaz, ordinário e certeiro... Abra e abra-se! Abra-se ao novo, ao diferente, ao repudiável, ao contrário... Abra-se aos avessos e encontre, primeiramente em ti, a semente que tanto desejas semear nos campos pálidos, porém atraentes... Aposte que a mais bela semente encontra-se no teu coração, porém não seja egocêntrico a ponto de pensar que tua semente é, por alguma razão, superior a minha. Sementes são sementes, não passarão de sementes enquanto guardadas dentro daquela gaveta empoeirada... Atire-as sem temor... Garanto a ti que quando o jardim florescer, múltiplo de cores e espécimes, tu verás que valeu a pena e o novo sorriso multicolor há de repousar tranquilamente na tua face faceira... PARA TODO O SEMPRE, ENQUANTO HAJA SEMENTES PRESTATIVAS E CAMPOS ÁVIDOS POR COLORIR DE ALEGRIA VIDAS VAZIAS, O SOL CONTINUARA A LANÇAR SEUS RAIOS PODEROSOS SOBRE NÓS...
DESEJO-VOS CORES, RAIOS PÚRPURAS, MANTRAS, FELICIDADES E DESENVOLVIMENTO DE SUAS CAPACIDADES INTELECTUAIS, QUE CERTAMENTE PODEM, E DEVEM, SER REINTERPRETADAS E REVISADAS A TODO O MOMENTO... SEJA A MUDANÇA QUE DESEJAS VER... TUDO O QUE VOCÊ NECESSITA É AMOR E LEMBRE-SE: NÃO HÁ NADA NO MUNDO QUE NÃO POSSA SER REALIZADO, À PAR DO BOM SENSO, CLARO... Amo-me, amo-te, amo-vos, a todos, transeuntes ou administradores, sovinos ou esbanjadores, enquanto viver hei de amar-vos.

AMEM

Rafael

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Encontros e despedidas

Cá estou, mais uma vez, sozinho com meus pensamentos confusos, deixando-me levar pelo vinho e pela levada calma do som.

Sob tais influências, é quase inevitável recordar de momentos que talvez não se repetirão.

Momentos os quais, que estão aprisionados em uma fase da vida que está finita. Lembranças boas e ruins, que com certeza fazem parte do meu íntimo e aparecem em momentos de solidão.

Não quero parecer tolo, mas para mim isso é uma perda e carece de melancolia e venho eu,por meio deste, expressar a minha.

Sinto falta de diálogos, de apertos de mão, de risadas, de bebidas, de fumaças e de músicas. Talvez não pareça, mas isso é impotante.

Hoje, cada um de nós está na sua estrada, rumando para algum caminho incerto da vida e fazendo a sua história. Espero, sinceramente, que certos laços não se desfaçam em razão disto.

Aguardo pelos diálogos, apertos de mão, risadas. bebidas, fumaças e músicas...

Aguardo reencontros...

Sei que nada será como antes, mas sei também que não sou o único a pensar desta maneira. Depende de cada um de nós fortalecer uma idéia que está em nossas mentes e um sentimento que está em nossos corações.

Um de nós