segunda-feira, 31 de maio de 2010

Acho ligeiramente intrigante e interessante o fato de, a maioria dos postadores do blog, não deixarem seus nomes como referências históricas...
Me intriga, e fico por um bom tempo matutando quem fora o autor dos versos que me fizeram viajar. São tantos os membros que poderiam te-los escrito, devido à nossa semelhança intelectual e nossa formação conjunta...
Todavia, adoraria ver teu nome em tuas postagens caro amigo, ver evidenciado teu soberano nome simples!
Adoro-vos!!!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

eu queria que esse blog fosse agitado e comentado e revirado como a alma daqueles que o freqüentam! Sim, eu gostaria!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

sozinho sozinho sozinho e só
cada vez mais solitário e sozinho, repito a repetição para repetir do que se trata a sensação da solidão, para que você concretize isso bem em sua cabeça
pois se existe uma misera pobre alma para lhe escutar, você não está solitário.
mas eu, que estou só, me reparo pesquisando os detalhes do prédio em construção,
vesgo e sem idéia alguma, e pior do que isso, só

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ah sei la, cara... todo mundo sabe

Já não suporto mais meu buraco
Tenho me sentindo mal por ele
Mas acho que não entro mais nele
Estou precisando de um espaço maior, talvez seja essa a definição
Nada contra, o usei por dias e dias a fio
A dramaticidade mal influenciada aumentara
Apenas procuro um buraco
Isso, se há algum disponivel
Prefiro um de estado macio e novo
Já não suporto mais meu buraco, e só...

domingo, 16 de maio de 2010

Aqui sentado na órbita de saturno quero gritar
E dizer que sinto falta do planeta terra
Das noites de pura euforia
Regadas a álcool e idéias jogadas ao ar
Da sensação de estar em sintonia com outras cabeças
Das melodias que embalavam a todos
Agora aqui sinto-me tão distante daquilo que realmente sou
Bom talvez isso seja natural por ser um alienígena numa terra de estranhos
Sinto falta de expressão e o novo não me agrada
Quero farra, rir até chorar, falar bobagem, urinar na rua
Até mesmo sentar num banco velho e deixar o sol chegar
Aqui não sinto calor e as noites são muito mais longas
um 4ºde nós

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O hóspede

Recebo-te em minha casa, contra a minha vontade, indesejável companhia. Entre e fique a vontade, inesperado andarilho.
Não exija de mim cordialidade e boa educação.
Peço-lhe que nos poupe de desnecessárias apresentações, afinal, sei quem és.
Mesmo contrariado, dedicarei-me a ti e, de hoje em diante, terás um lar. Hei de me acostumar com tua infame presença.
Como já disse, te conheço. Você não irá retribuir de forma gentil a hospedagem que lhei dei. Em contraprestação à minha generosidade, você agirá com o objetivo de me atenuar, de me enfraquecer, de me colocar para baixo, de me tirar o que tenho de bom. Desprezo-te, aceito-te.
Mesmo que alcance o mínimo que almeja, não cante vitória. Tudo tem dois lados. Você está preso a mim, não te libertarei nunca mais. Por burrice não impedi sua entrada, por vingança impedirei sua partida.
Por sua malevolência, te impedirei de andar por aí, de percorrer outras estradas, de caminhar por novos campos, de escalar montanhas, de aproveitar-se de ingenuidade alheia.
Não haverá nenhum triunfante nessa batalha.
Tudo tem o seu preço.
Somente a morte nos libertará um do outro.
E o que fazer agora que a barca furou?
Dizem aqueles "sábios" viventes: Porque você não me contou isso? porque deixou de compartilhar aquilo? Porque sofres sozinho?

E penso eu: Ora bolas, quem mais poderia sofrer por mim?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Andar a pé - Henry David Thoreau

DESEJO dizer uma palavra em nome da natureza, em nome da liberdade absoluta, em nome da amplidão, que contrastam com a liberdade e a cultura das cidades — no sentido de considerar o homem como um habitante da natureza, ou parte e parcela dela, e não como um elemento da sociedade. Desejo fazer uma exposição vasta e, se puder, a farei enfática, pois existem muitíssimos campeões da civilização. Não só o ministro e as congregações das escolas mas todos vós a tomareis em consideração.

Em todo o decurso da minha vida só encontrei uma ou duas pessoas que compreendiam a arte de andar, isto é, de dar passeios a pé — que tinham o gênio, por assim dizer, do “sauntering”, palavra esplendidamente derivada de “pessoas vadias que erravam pelo país, na Idade Média, e pediam esmola sob o pretexto de irem à la Sainte Terre” à Terra Santa, até as crianças exclamarem “Lá vai um Sainte-Terrer“, um “Saunterer”, um da Terra Santa. Os que nunca vão à Terra Santa nas suas peregrinações, como pretendem, são, em verdade, meros vadios e vagabundos; mas os que lá vão ter são “saunterers”, no bom sentido que tenho em vista. É certo que alguns derivariam a palavra de sans terre, sem terra ou pátria, o que, portanto, no bom sentido, significará — não tendo pátria determinada, mas igualmente tendo sua pátria em toda parte. Pois este é o segredo do vitorioso “sauntering”. Os que se deixam permanecer em casa, quietos, sempre e sempre, podem ser os maiores errantes de todos; mas o “saunterer”, no bom sentido, não é mais errante do que o rio sinuoso, cujo propósito contínuo é encontrar o caminho mais curto para o mar. Prefiro a primeira como sendo a derivação mais provável pois toda caminhada é uma espécie de cruzada que nos foí pregada por algum Pedro, o Eremita, para avançarmos reconquistarmos esta Terra Santa das mãos dos infiéis.

É exato que não passamos de cruzados acovardados, inclusive os andarilhos hodiernos, que não perseveram e nunca terminam suas empresas. Nossas expedições não passam de giros e regressamos à noitinha para o pé da velha lareira da qual nos apartáramos. Metade da jornada é para trilhar os caminhos já percorridos. Devíamos, andando menos, percorrer maior distância, e talvez, no espírito imortal da aventura, nunca mais regressarmos, preparados para devolver os nossos corações embalsamados, como relíquias aos nossos desolados domínios. Se estais pronto para deixar pai e mãe, irmão e irmã, esposa e filho, e amigos, e a nunca mais vê-los — se haveis saldado vossas dívidas, feito vosso testamento, deixado em ordem os negócios e se sois um homem livre, então estais pronto para uma caminhada.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

nosso tempo

sobre nós



Desespere-se, grite, decepcione-se, aposte, dispa-se, AME, corra, pare, olhe, coma, nade, canse e mude, mude, mude... Mude de idéia, de hábitos, de lugares, de crenças... Deixe... Deixe sua cidade, sua casa, seu país, seu mundo, deixe-se, permita-se...Deixe de lado os velhos fantasmas que tanto te assombraram e parta... APOSTE EM VOCÊ, aposte nos outros, aposte no novo e no velho, se necessário for, mas não desacredite nos ideais que te rondam pois você pode sim ser seu Deus, louco e sutil, louco e feliz.... Permita-se conhecer o outro lado da medalha que, talvez, deixou de brilhar por um motivo que você desconhece e, talvez, nunca venha a conhecer! Você depende exclusivamente de você!!! Abra... Abra caminhos, trilhas, horizontes, pessoas e suas mentes adormecidas por falta de um impulso sagaz, ordinário e certeiro... Abra e abra-se! Abra-se ao novo, ao diferente, ao repudiável, ao contrário... Abra-se aos avessos e encontre, primeiramente em ti, a semente que tanto desejas semear nos campos pálidos, porém atraentes... Aposte que a mais bela semente encontra-se no teu coração, porém não seja egocêntrico a ponto de pensar que tua semente é, por alguma razão, superior a minha. Sementes são sementes, não passarão de sementes enquanto guardadas dentro daquela gaveta empoeirada... Atire-as sem temor... Garanto a ti que quando o jardim florescer, múltiplo de cores e espécimes, tu verás que valeu a pena e o novo sorriso multicolor há de repousar tranquilamente na tua face faceira... PARA TODO O SEMPRE, ENQUANTO HAJA SEMENTES PRESTATIVAS E CAMPOS ÁVIDOS POR COLORIR DE ALEGRIA VIDAS VAZIAS, O SOL CONTINUARA A LANÇAR SEUS RAIOS PODEROSOS SOBRE NÓS...
DESEJO-VOS CORES, RAIOS PÚRPURAS, MANTRAS, FELICIDADES E DESENVOLVIMENTO DE SUAS CAPACIDADES INTELECTUAIS, QUE CERTAMENTE PODEM, E DEVEM, SER REINTERPRETADAS E REVISADAS A TODO O MOMENTO... SEJA A MUDANÇA QUE DESEJAS VER... TUDO O QUE VOCÊ NECESSITA É AMOR E LEMBRE-SE: NÃO HÁ NADA NO MUNDO QUE NÃO POSSA SER REALIZADO, À PAR DO BOM SENSO, CLARO... Amo-me, amo-te, amo-vos, a todos, transeuntes ou administradores, sovinos ou esbanjadores, enquanto viver hei de amar-vos.

AMEM

Rafael

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Encontros e despedidas

Cá estou, mais uma vez, sozinho com meus pensamentos confusos, deixando-me levar pelo vinho e pela levada calma do som.

Sob tais influências, é quase inevitável recordar de momentos que talvez não se repetirão.

Momentos os quais, que estão aprisionados em uma fase da vida que está finita. Lembranças boas e ruins, que com certeza fazem parte do meu íntimo e aparecem em momentos de solidão.

Não quero parecer tolo, mas para mim isso é uma perda e carece de melancolia e venho eu,por meio deste, expressar a minha.

Sinto falta de diálogos, de apertos de mão, de risadas, de bebidas, de fumaças e de músicas. Talvez não pareça, mas isso é impotante.

Hoje, cada um de nós está na sua estrada, rumando para algum caminho incerto da vida e fazendo a sua história. Espero, sinceramente, que certos laços não se desfaçam em razão disto.

Aguardo pelos diálogos, apertos de mão, risadas. bebidas, fumaças e músicas...

Aguardo reencontros...

Sei que nada será como antes, mas sei também que não sou o único a pensar desta maneira. Depende de cada um de nós fortalecer uma idéia que está em nossas mentes e um sentimento que está em nossos corações.

Um de nós