terça-feira, 29 de julho de 2008
Futura convivência
Nao que tenha falhado
Jamais estive perto de tal imperfeiçao
Ajoelho-me e digo ao meu lamento,
que isso nao passou de um sonho
Mato-me, pois vou para um plano só meu
único, nunca falado
Este é meu ninho
agora apaixonado
Mato-me pelos falsos que me cercam
Mato-me com o orgulho de partir sem medo
Mato-me, pois já ri horrivelmente
E este é o absurdo de minha nostalgia
Ajoelho-me e nao imploro
Pois sei que a vida nao passou de um sonho
quando me deparar com a morte
estarei contente, pois sei que só ela me venceu,
que é minha aliada e veio me salvar
Além do Rio dos Sinos
De lacaios debochados que pulam de cotidianos em cotidianos
Rio que envolve as almas encharcadas de tanta tolice e mesquice,
tudo apresentada entre si
Terra na qual nao existem jardins secretos
E me deixa cansado
Nao sei o que tenho que lhes deixam aflitos
Um segredo nao pode ser agitado
Onde até a dança parece tao falsa
Terra condenada à ignorância
Nao há um ser sensato que nasceu
e permanece nessa ilusória sensaçao de acolhimento
De volta à terra dos poucos amaveis
Apenas o fato de nao pentear meu cabelo
já lhes abrem um vao no inferno psicológico
Cada hora, minuto, noto que essa terra nao é para sonhadores
Essa idéia e conhecimento decadente
Formada por pessoas pequenas e uma gigantesca burrice
Repúdio todo esse tipo de mundo
Essa falsidade aglomerada sobre minha solitaria alma...
sábado, 26 de julho de 2008
???
Nao sei mas nao é isso que escolhi quando nasci,-se bem me recordo, ou estava desacordado.
A maior dor é quando se descobri que voce nao é igual a todos e nao é feito para todos, posso contar as pessoas que gosto, e pior que suporto, contar as bandas que amo e os livros que me apaixonam. Meu ápice de dor ocorre agora, sem que ninguem perceba, ele me corroi clandestinamente, roubando meu bom senso, esse ápice acontece quando voce conhece sua inteligencia nao saciavel e sua sede de saber passa por seus limites e voce nao compreende mais as pessoas, apenas seus papos sem nexo, a perda de tempo, perda de sangue que correm para manter um corpo sem nucleo. Nao consigo concentrar minha atençao, apenas pensar: -fuja, esse mundo nao é seu...Mas para um lugar que a morte nao é mais forte do que eu, ou para onde seria?
quarta-feira, 9 de julho de 2008
DESCULPAS
DESCULPAR: s.f. 1. Tirar ou atenuar a culpa de. 2. perdoar, escusar. P. 3. Justificar-se; escusar-se.
No dicionário com sentido tão definido que pode ser aprofundado seu sentido fazendo com uma palavra tão simples fique apenas como um pretexto ou adjetivo para algo que deixaste de executar em sua vida.
...em alguma parte de uma mente confusa.
Desculpe por não estar vivendo intensamente alguns de meus melhores dias, desculpe por estar deixando o tempo passar, desculpe por deixar o tempo fazer de mim uma pessoa tão distante da felicidade, desculpe por não ter coragem para tomar certas atitudes que deixariam a vida com um verdadeiro sentido, desculpe por não olhar em seus olhos e perceber o seu sentimento, desculpe por ficar com medo de te amar sem limites, desculpe por deixar de perceber que você seria a única pessoa que me deixaria feliz, desculpe por não falar palavras que o fariam melhor, desculpe por não te beijar naquele momento, desculpe por não mostrar que sou a pessoa que lhe fará mais feliz um dia, desculpe por querer que o mundo jogue ao meu favor, antes de ter me apresentado a ele, desculpe por ter um problema na cabeça e só ficar pensando em você, desculpe por ter a vontade de mudar o mundo, mas esquecer o elemento principal CORAGEM, desculpe por deixar de lhe criticar, desculpe por falar coisas que não lhe interessavam em momentos que você queria novas aventuras, desculpe por sorrir quando esperava um homem maduro, desculpe por ser maduro nas horas que queria rir, desculpe por não persistir quando você estava quase cedendo, desculpe por não dançar o rock and roll, desculpe por chorar e gritar nos momentos que precisei, desculpe por me perder enquanto você me esperava, desculpe por não ser o profissional o suficiente para fazer com dedicação o que não gosto de fazer, desculpe por perder noites olhando para o céu e sonhar, desculpe por deixar oportunidades passar, desculpe também por não saber cria-las, desculpe por dar uma volta de 360 graus e ter um único sentimento: o de mudança, desculpe por não dar aquele conselho que seu amigo tanto precisava, desculpe por não te escutar em momentos que era a pessoa mais sabia em meu redor, desculpe por não lhe dizer o quanto é importante, desculpe por beber o gole que faria nossos caminhos se desencontrar, desculpe por querer justificar atos, desculpe por viver o melhor show de todos os tempos varias vezes, desculpe por querer te ter em meus braços mesmo quando quero te tirar de meus pensamentos, desculpe por ouvir musicas que me fazem mudar minhas formas de pensar, desculpe por ler aquela historia fascinante, desculpe por querer ser como meus maiores ídolos, ter opindesculpe por iões formadas antes de conhecer certas pessoas, desculpe por não acreditar em deus, desculpe por apelar pra deus quando meu time esta mau, desculpe por achar aquela banda tão a fude que não enxergo a simplicidade do som, desculpe por ser uma metamorfose ambulante, desculpe por não dedicar-me a um objetivo, desculpe por fazer da noite a melhor companheira, desculpe por ser muito critico, desculpe por não querer ser comum sendo uma pessoa comum, desculpe por ter me encolhido quando eu era a melhor opção,desculpe por ter curiosidade, desculpe por oferecer prazer quando você queria carinho, desculpe por deixar sua amizade de lado para amar-te, desculpe por adorar seu ar de mistério, desculpe por nunca ter tentado fazer musica, desculpe por querer escrever um livro, desculpe por sentir saudades e não te achar, desculpe por ser tão tolo, desculpe por ter tantas duvidas, desculpe por ser a pessoa mais confusa dentro de mim, desculpe por ser meu próprio psiquiatra.
Luís Felipe C. Scheibe
Saudosa sultepa
Todas aquelas noites ou dias inteiros foram muito bom e é com uma brecha no peito que me lembro de todos aqueles momentos ( não consigo lembrar de todos, são muitos) com enorme honra e felicidade traço um auto desafio: manter a amizade por todas as pessoas que fizeram parte de minha vida até o momento e nunca perder o contato com estes que sempre serão apreciados por mim.
Nas noites de loucura aprendi a ser humano, nos dias de ressaca apreendi a refletir, nas horas de empolgação aprendi a dar valores as melhores coisas, nos minutos de nostalgia vi como sou ligado a esta liga, nos momentos ruins aprendi a contar com meus amigos, nas horas de arriadas aprendi a rir de mim mesmo, nas rodas de violão descobri alguns artistas, nos momentos a nada repartimos o nada, nos momentos de solidão senti falta.
Não é pelo afastamento de algumas peças, mas sim por momentos que não voltam, como o de hoje. Um lugar certo vivendo o momento certo para saber que sua escolha foi a certa e que apesar do fim foi bom pra caralho.
As minhas melhores influencias e meus melhores conselheiros cada um com seu estilo e sempre com algo para ser descoberto por serem tão loucos e criativos que sempre saberemos que o monte azul nos espera. Flutuando por algum lugar deste planeta as mentes se unificaram para divulgar o monte sagrado para pessoas que só entenderam se forem capazes de juntar notas que flutuaram para deixar na historia a verdadeira canção.
Luís Felipe C. Scheibe
sábado, 5 de julho de 2008
"A" + "lunos"
Eu penso da maneira que você desejar! Mesmo que você insista, salvo em determinadas situações, minha opinião será parcialmente moderada, jamais radical. Hipocrisia? Talvez. Você há de convir que isso simplifique as coisas. Remar contra corrente é uma atitude que gera inimizades, incompreensão e angústia. Quem não é compreendido é marginalizado, então se cala. Seria esta a melhor atitude? Não sei. Se soubesse, entretanto provavelmente não estaria escrevendo este texto. Não digo que a hipocrisia seja o melhor caminho, mas ela ajuda a incluir você. Melhora seu convívio social.
Primeiramente, ao manifestar minhas opiniões, procuro entender o contexto social em que a pessoa nasceu ou conviveu a maior parte do tempo. Afinal de contas, o sistema que inclui é o mesmo que exclui. Aquele sistema que implanta idéias generalistas e formula as suas frases feitas, é também o mesmo sistema que descarta a opinião particular. Se você possui uma frase pronta para cada tema polêmico, está na hora de parar para pensar.
Estou trabalhando no sistema público de ensino há dois anos. Trabalho em uma escola de ensino fundamental. Obviamente, a classe do ensino deveria ser amplamente tolerante a diferentes pontos de vista, visto que, filosoficamente não existe certo e errado. O curso de pedagogia possui três disciplinas que tratam da filosofia, no entanto, ao que me parece, os profissionais da área ainda não sacaram à serventia da matéria.
Você sabe qual é a origem da palavra aluno? Vem do Latim. Luno significa luz, já o prefixo “A” contribui ao sentido de negação. A palavra aluno significa: sem luz. Como podemos ser tão cruéis com os futuros administradores de nosso país? Não sei! A escola, assim como outras instituições da sociedade moderna ainda possui resquícios militares. Podemos citar: classes enfileiradas, olhos na nuca alheia, ordem e hierarquia. Estas são algumas das características que ilustram o modelo. Poderíamos criticar ainda a forma de ensino, mas esta é uma tarefa muito complexa que deixaremos aos nossos especialistas no assunto.
Apesar disto, gostaria de ver uma turma de educandos formada pelo modelo iluminista. Lá, noutros tempos, a sala de aula era organizada de forma circular, todos igualmente distantes do mestre. Todos opinavam. Talvez pela base deste modelo formaram-se na época pensadores tão brilhantes. Note que é exatamente aí que reside o problema. A escola é uma instituição social, assim como a igreja e a família, servem para moderar o pensamento da sociedade. O pensamento que não está de acordo com as idéias moderadas destas instituições é sempre ridicularizado. Daí nasce à frase: “A escola é feita para todos, mas nem todos são feitos para a escola”.
As pessoas estão com algum tipo de bloqueio, ou a minha cabecinha imunda pensa opostamente aos clichês da idéia geral? Minhas opiniões estão sempre opostas à norma, ainda assim, meus valores estão sempre acima dos valores da sociedade. Não sei explicar, mas muito me preocupo. Será que devo procurar o consultório, ou a sociedade está adoecendo de forma crônica? Penso que a sociedade está se deixando levar por uma dominação suja.
A arte ainda é o melhor caminho à exposição de pensamentos diferenciados. Por isso, aqui no meu local de trabalho, as minhas idéias também estão guardadas no cofre, afinal de contas, quem gostaria de ser tratado como um louco ou como um sem-luz?
A levada toca calmamente. Os trombones preservam a base alegre, depois séria, então assustadora. A escala sobe, sobe, sobe. Achamos que não vamos conseguir. Que eles não irão conseguir. Que não chegaremos lá. Nossas cabeças vão do nada ao fim do mundo em questão de segundos. Do céu ao inferno em uma escala crescente, densa e tocada pelo coração.
A percussão acompanha tudo. Os tambores expressam a raiva do compositor. A coisa toda chega ao êxtase. Goza, porém volta. Os pratos soam abençoando o fim de tudo, glorificando o fim da frase. A toada está lá novamente. Eles conseguiram. O público então retoma o fôlego, torna a respirar.
Não, definitivamente não existe nada que se compare à formosura de uma orquestra. Bocas gritam bravo, bravíssimo cospem outras. E aquilo tudo que exclamam não os sai da boca pra fora, pelo contrário, são expressões cuspidas pela alma às múltiplas sensações despertas pela melodia.
Violinos lançam frases de um lado, celos sustentam a levada do outro. Muita classe. Os inúmeros naipes de sopro nos carregam a conhecer uma terra desconhecida, utópica, e correspondem as frases emitidas pelos violinos.
Depois, as vozes. As vozes engordam tudo isso em uma proporção gigantesca. A solista expõe a sua alma com a absoluta certeza de que tudo irá parar naquele instante. Os ouvintes ficam suspensos. Estão tocando o céu.