Mato-me por cansaço
Nao que tenha falhado
Jamais estive perto de tal imperfeiçao
Ajoelho-me e digo ao meu lamento,
que isso nao passou de um sonho
Mato-me, pois vou para um plano só meu
único, nunca falado
Este é meu ninho
agora apaixonado
Mato-me pelos falsos que me cercam
Mato-me com o orgulho de partir sem medo
Mato-me, pois já ri horrivelmente
E este é o absurdo de minha nostalgia
Ajoelho-me e nao imploro
Pois sei que a vida nao passou de um sonho
quando me deparar com a morte
estarei contente, pois sei que só ela me venceu,
que é minha aliada e veio me salvar
terça-feira, 29 de julho de 2008
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