sexta-feira, 27 de junho de 2008

O que lhe faz ter medo?

O que lhe faz ter medo? Porque o que você mais quer fazer talvez seja o mais difícil de fazer? Os momentos são feitos para serem aproveitados e as oportunidades para serem realizadas.
Se tudo parece tão comum e ao mesmo tempo tão complexo posso ser totalmente paradoxal e me perder em momentos que tudo surgiu para achar o caminho do monte azul. Mas o que realmente quero é sair desta mente que esta em uma eterna duvida e seguir o caminho proposto por esse destino - que é tão cobrado por nunca ajudar em momentos obscuros e chega sempre em partes de alguma hora que a insensatez e a falta de lucidez tomam minha cabeça - e isto só acaba por se tornar uma realidade quando a lucidez torna-se, literalmente, comum.
Algum dia existira uma pessoa dentro deste mundo paralelo que sua vida se torna a cada momento importante - todos os momentos são importantes - que saberá compreender o que seria certo no momento desejado.
Voltando e apenas para uma analise que se torna útil em minha mente ou em meu coração, será que este destino esta apenas rindo de você quando lhe apresenta soluções tão obvias, e o que você esta acostumado é procurar as coisas mais absurdas, já que é o que costuma acontecer. (em alguns momentos as coisas mais absurdas se tornam as razões mais corretas para seus problemas inúteis).
Porque cada pergunta é respondida com outra pergunta que lhe levara a fazer mais cinco ou oito, e assim suas duvidas só se multipliquem?
Onde esta sua felicidade? Na simplicidade ou na complexidade.
Luís Felipe C. Scheibe

Noites Solitárias

Agora é 2 horas 36 minutos em uma noite sem grandes pretensões é normal que não aconteçam grandes fatos, entre um gole e outro fico aqui bebendo e pensando, talvez devesse estar muito mais empolgado ou pelo menos fora.
Noites de sexta-feira não foram feitas para ficar em casa lendo e escrevendo ou simplesmente pensando, é meu jovem que esta aí dentro, este pensamento era de um rapaz que se satisfaria em ficar noites inteiras se dedicando a loucuras, loucuras bebedeiras, simplicidades que o lugar oferecia – e ainda oferece – e lhe agradavam, por motivos diversos, afinal, você era jovem irresponsável não tinha compromissos alem de freqüentar aquela escola que era fácil demais para ocupar seu comprometimento inteiro, então pra que melhor que aprender com a noite, depois veio a trabalho, mas não foi o suficiente para deixar aquelas noitadas, você tem que reconhecer que aquelas noites vividas foram uma formação para seus pensamentos e vontades para o futuro.
E agora o que pensar afinal seus gostos e preferências não mudaram muito e você esta sem saber o que fazer para que estas noites de sexta-feira não se tornem vazias e inúteis, já que o que mais quer neste momento é fazer com que sua vida seja a melhor possível, mesmo às vezes perdido, não sabendo para que caminho seguir, e sempre chegando a aquela velha historinha de sempre de querer fazer o que gosta e ser feliz.
O principal neste momento é saber que esta evoluindo, já que as coisas desnecessárias que fazia antes esta enjoando e o que mais quer neste momento são aventuras novas, buscando cada vez mais os sonhos que deseja realizar. Sabendo que em certos momentos você vai pensar que esta retrocedendo o principal é pensar e fazer com que os maus momentos se tornem apenas passageiros. Sempre saiba que um descanso faz com que as coisas voltem a funcionar com muito mais pressa e precisão.
Acabei de abrir a 6° lata e olhar para o lado, pela janela vejo um grupo de pessoas e penso por alguns instantes : estão vivendo sua vida da melhor forma que escolheram, enquanto estou aqui escrevendo palavras que não estão servindo para nada alem de meu crescimento pessoal e ortográfico – depois deste ultimo gole e de perceber o quanto este Led Zeppellin (é importante destacar Moby Dick)que entra em meus ouvidos neste instante é perfeito – mudei completamente e percebi que estou em uma fase que deve ser apreciada com todo cuidado e muito mais que isto saber supera-la.

Luís Felipe C. Scheibe

Olhando por esta janela

Olhando por esta janela, vejo uma luz piscante, ela esta a poucos metros, deve estar em cima de algum prédio- é esta em cima do prédio- tem todo jeito de ser um para-raio. É madrugada e não distingo, mas partindo do principio que seja um para-raio, me pergunto: O que um para-raio faz em Parobé.
Afinal, aqui em um município pacato aonde sua principal renda vem de fabricas de calçados, e a maioria da população deseja exercer sua função existencial e nada mais. Pois pra que ter grandes pretensões se já esta tudo pronto, os idosos se sentem satisfeitos com o que fizeram com suas vidas e passam para seus filhos sua mentalidade de pessoas – para mim ignorantes- trabalhadoras que sempre lutaram para ter o que tem hoje e vão envelhecendo com a paz de um dia a morte chegar e os levar. Os seus filhos por sua vez querem seguir o exemplo de seus pais com um pouco mais de ambição já pensam em deixar algo - material com certeza - para seus filhos(vejam a evolução). Passei por duas gerações e nada mudou, mas e agora: ah!Os jovens devem ser diferentes?Infelizmente a maioria dos jovens desta cidade não pensa, pois o que querem é trabalhar de segunda á sexta em algumas daquelas fabricas do inicio do texto,passar o sábado descansando e domingo ir para o “centro” bebe,ouvi merda e tenta fude.
Sei que estou sendo critico, mas para não ser tachado de recalcado - tirando ouvi merda, o resto está certo – mas o problema não é o que fazem é o que deixam de fazer.
Em parobé nada acontece ninguém inova, todos preferem seguir o ritmo de gerações passadas - também, criar é bem mais difícil que copiar.
Voltando a o para-raio – ops, paradinha, acaba de tocar o sinal de uma daquelas fabricas(são 2 horas e 32minutos da madrugada) - sua existência é um tanto quanto infundada, já que nesta localização do mapa até ladrões são burros fazem coisas bizarras, o que diremos de uma multidão de pessoas que se sentem felizes por serem formigas em uma sociedade de insetos.


Luis Felipe C. Scheibe

sexta-feira, 20 de junho de 2008

"creio nos longos caos do sentido para se chegar ao desconhecido..."

-Nao é por nada nao, sei lá é você que me força a isso.Foi o tempo quem disse, eu nunca quis dizer, embora sempre soubesse que sou superior que você:
O que você lê?
Eu leio Nietzsche.
O que você dança?
Eu danço sem lamentos, loucamente.
O que você vê?
Eu vejo Mágico de Oz na trilha de Pink Floyd.
O que você escuta?
Eu escuto Beatles.
O que você crê?
Eu simplesmente creio em mim...

tire suas pequenas conclusões!!!


quanto maior for a explosão de felicidade, maior será o abismo da tristeza...

terça-feira, 10 de junho de 2008

Eu e meu jeito lento pela avenida

Estou sempre com esse jeito lento e com esse olhar chapado de quem sabe de todas as coisas. Sempre com esse andar compassado e com esse jeito característico de balançar os braços. Não consigo deixar de lado este sotaque porto-alegrense quando falo e nem este jeito estranho de pronunciar as palavras arrastando as vogais das últimas sílabas.
Essa é a minha defesa, essa indiferença, esse olhar blasé de quem parece entender tudo. Esse desinteresse maquilado pela falta do que falar. Esse é o meu álibi. Meu pedido de desculpas ao mundo. Meu pedido de perdão a você. Embora meu coração seja grande e compreensivo, meu olhar se parece com o olhar daqueles pobres monges que imploram compaixão.
Estou sempre com essa barba por fazer, sempre com esse aspecto relaxado, atirado. Esse é o meu charme. Essa falta de disciplina. Duvido que não seja esse o motivo dos olhares quando passo. Ainda nem me pareço com um marginal ou com um descamisado, apenas não vejo a necessidade de aparar a barba enquanto ela não marca a minha tez. Nem dou bola para os olhares que me despedaçam nas avenidas. Para esses olhos esbugalhados que me observam enquanto passo. Estou sempre assim, não consigo disfarçar o meu olhar distante que já faz parte de mim.
Não temos ex-presidiários que sacam Nietzsche
Eles já não sacam nada
Não temos trilhos para correr e apanhar os vagões
Já não temos nem vagões
Não temos força nem autoridade
Já nem somos jovens de verdade
Onde estão os grandes literatos da nossa geração?
Sobram-nos teorias literárias e nos faltam às palavras
Onde foi perdida a vontade de mudança?
Já nem lembramos mais o que “mudança” significa
Temos medo da mudança?
Não, nem conhecemos a insegurança para temermos a mudança.
Não temos grandes lideres e nem jovens politizados
Nem temos jovens de verdade
O que será da nossa geração no poder?
O que será dos livros da nossa geração?
Eu temo que nem livros mais existam
O cigarro que destrói o seu pulmão

Sim, mas e a sua alma?

A fumaça azul de sua diamba corrói teus dentes

Sim, mas e a sua alma?

As anfetaminas que te sobrecarregam os rins

Sim, mas e a tua alma?

O vinho, sangue dos deuses, que te enche o espírito e te purifica as veias

Purifica também a tua alma

E a poeira branca que te acelera e te sobrecarrega de atividades

Como enobrece a tua alma! Quão imaginativa a poeira torna a tua alma

Deus, não é o deus da carne que tu veneras, esse Deus concreto

Deus, esta na alma daqueles que aceitaram a santidade de sua existência.

Venha conhecer a paz dos deuses que habitam você

O enobrecimento da alma

A sensibilidade que deve ser explorada




Sooooooooooooooooooooooooouuuuuuuuu l

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A Sobrevivência que escolhemos

Quando os escravos correrem sobre os espinhos das almas presas
Conviria às feras do que aos homens sobreviver em estado dormente
Esfarelando os ossos, em continua meditaçao da morte
Entre espinheiros e matagais, com uma cara diabólica,
com um santo em cada lado e outrém lavando seus pés
Cantando e gritando!
-Deus lhe fala em segredo-
'isso foi o que voces acreditaram
isso é o que voces tem como paraíso'.
A fim de arrancar dolorosamente as entranhas
Fica vergonhosamente roxo, por vaidade culpável,
Roxo daqueles que escondem-se sob peles esticadas
Tornando-o homem superior,
Do que a severa esperança que Deus irá salvá-lo
Endurecido no mal, no medo sagrado, num silêncio profundo,
num teatro enchido de horror
Por essa briga perigosa, com a navalha enferrujada
Suplicando a sobrevivência á sua própria morte
O último estimulo doce de padecer
O dia em seu banquete
A suposta apariçao maquiadora
No monte em que aquele mesmo ser mal divino,
Fixou sua morada em flamas
Acabando com o ar puro

sábado, 7 de junho de 2008

as vezes o que falta é coragem!!!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Uma Mente Confusa

Certo domingo comum como outro qualquer, talvez não seja um domingo feliz. Um coração que não sabe pra que lado bater, um cérebro que não sabe o que pensar – o que ele estaria pensando agora- pra que rumo seguir? 18 anos e você acaba de começar o que pode ser a melhor época de sua vida e nem sabe qual é a melhor opção e muito menos o que é bom para sua felicidade - você sabe o que é felicidade?- com certeza já sentiu isso antes. Duvidas. Podem ser apenas duvidas que daqui à uma hora já passem, mas talvez possam ser duvidas que mudem sua forma de pensar.
E AGORA?
Você pode seguir com seus conceitos, e achar que isso apenas é uma má fase –cuidado más fases duradouras, são um passo para a infelicidade- mas também pode criar coragem para mudar –você precisa mudar?- você sabe para onde ir? Ou o que lhe faria melhor, quem lhe traria essa felicidade?- será que essas pessoas são as corretas?
SUA CAPACIDADE
Você depende de si mesmo e não sabe se será capaz de resolver suas próprias duvidas, mas ninguém pode lhe ajudar - apenas você saberá o que lhe deixará mais feliz.
ONDE VOCÊ ESTÁ?
Talvez você esta em algum lugar que é muito diferente de você. Mas a grande duvida que você tem é: este lugar algum dia ficara compatível com você ou apenas e simplesmente você ainda e possivelmente nunca se adaptara a esse lugar, então, a duvida ao mesmo tempo que pode ser simples, se torna completamente um paradoxo que sua cabeça ainda não sabe responder-ou já tem a resposta- mas ainda não a encontrou nessa mente receada de interrogações, exclamações e emoções.
O PROBLEMA
Qual será o seu problema? qual será o seu maior problema?Você tem algum problema?Excesso de trabalho?Falta de trabalho? Mesmas histórias? Falta das historias antigas? Procura por novas histórias?Mesmas mulheres? Falta de mulheres?Procura uma mulher em especial? Mesmos amigos? Falta dos velhos amigos?Procura por novas musicas? Falta dos clássicos? Falta de festa? Você ainda sabe fazer festa? Você algum dia soube fazer festa? Você já foi a alguma festa?Você nunca mais irá a uma festa?Falta de álcool? Você já bebeu tudo o que deveria?Você ainda quer beber? Falta de leitura? Leitura de coisas que não lhe agregam? Um livro será a melhor companhia?Qual é o momento de se esconder atrás de um livro? Quem poderá lhe ajudar? Alguém poderá lhe ajudar?Qual é seu sonho? Qual é seu talento? Você tem algum talento?Qual é sua duvida? Você algum dia saberá as respostas?

Luís Felipe C. Scheibe

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O POÇO E O PÊNDULO

Esticou em um prato a metade primeira de si próprio.

Inalado, percorreu em direção ao cérebro um trajeto perpendicular ao abismo; foi quando se deu conta de que precisava de mais de si. Cheirou-se.
Em meio à euforia de cores e desatinos - seguidos de alguns minutos para reflexão -, lembrou-se de que cheirava, ali, o Renoir adquirido por sugestão de uma das filhas, assim como já cheirara ternos, motos, a Fender autografada por Clapton... prato limpo!

Há dias naquela espelunca, sozinho e em fim de carreira, descobriu que cheirava mal.





Chacal