Olhando por esta janela, vejo uma luz piscante, ela esta a poucos metros, deve estar em cima de algum prédio- é esta em cima do prédio- tem todo jeito de ser um para-raio. É madrugada e não distingo, mas partindo do principio que seja um para-raio, me pergunto: O que um para-raio faz em Parobé.
Afinal, aqui em um município pacato aonde sua principal renda vem de fabricas de calçados, e a maioria da população deseja exercer sua função existencial e nada mais. Pois pra que ter grandes pretensões se já esta tudo pronto, os idosos se sentem satisfeitos com o que fizeram com suas vidas e passam para seus filhos sua mentalidade de pessoas – para mim ignorantes- trabalhadoras que sempre lutaram para ter o que tem hoje e vão envelhecendo com a paz de um dia a morte chegar e os levar. Os seus filhos por sua vez querem seguir o exemplo de seus pais com um pouco mais de ambição já pensam em deixar algo - material com certeza - para seus filhos(vejam a evolução). Passei por duas gerações e nada mudou, mas e agora: ah!Os jovens devem ser diferentes?Infelizmente a maioria dos jovens desta cidade não pensa, pois o que querem é trabalhar de segunda á sexta em algumas daquelas fabricas do inicio do texto,passar o sábado descansando e domingo ir para o “centro” bebe,ouvi merda e tenta fude.
Sei que estou sendo critico, mas para não ser tachado de recalcado - tirando ouvi merda, o resto está certo – mas o problema não é o que fazem é o que deixam de fazer.
Em parobé nada acontece ninguém inova, todos preferem seguir o ritmo de gerações passadas - também, criar é bem mais difícil que copiar.
Voltando a o para-raio – ops, paradinha, acaba de tocar o sinal de uma daquelas fabricas(são 2 horas e 32minutos da madrugada) - sua existência é um tanto quanto infundada, já que nesta localização do mapa até ladrões são burros fazem coisas bizarras, o que diremos de uma multidão de pessoas que se sentem felizes por serem formigas em uma sociedade de insetos.
Luis Felipe C. Scheibe
sexta-feira, 27 de junho de 2008
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