O POÇO E O PÊNDULO
Esticou em um prato a metade primeira de si próprio.
Inalado, percorreu em direção ao cérebro um trajeto perpendicular ao abismo; foi quando se deu conta de que precisava de mais de si. Cheirou-se.
Em meio à euforia de cores e desatinos - seguidos de alguns minutos para reflexão -, lembrou-se de que cheirava, ali, o Renoir adquirido por sugestão de uma das filhas, assim como já cheirara ternos, motos, a Fender autografada por Clapton... prato limpo!
Há dias naquela espelunca, sozinho e em fim de carreira, descobriu que cheirava mal.
Chacal
quarta-feira, 4 de junho de 2008
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Um comentário:
este texto não é de Chacal, fico honrado, mas é meu. ele apenas postou em seu blog. volta lá e confere.
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