Faço-me presente, repetidamente, no desabafo sentimentalista e na escolha das palavras certeiras. Sem meu simples nome evidenciando minha inerente identidade.
Pois bem, vem à tona o meu último “último dia da semana” de liberdade absoluta, de venerada ociosidade, de adorada vagabundagem. Exageros convenientes à parte, já sinto as cordas me entrelaçando.
O dia entristecido, que por vezes me rouba o bom humor, surpreendentemente, hoje não o fez!
A conversa fraterna e a inexplicável satisfação de segurar nos braços o inocente rebento alheio, com seus olhos curiosos e sorriso sincero, me fizeram lembrar o valor das pequenas coisas da vida, frequentemente deixadas de lado.
A noite chuvosa, que me trancafiava entre quatro paredes, hoje, passeou comigo pela cidade deprimente!
Abraçados caminhamos rumo ao circo das aberrações que tanto desdenhamos, mas que em razão do tédio, adentramos. Juntou-se a nós, para assistir o show dos palhaços, o mórbido decidido garotinho do apê e o quase velho sábio. Como de costume brindamos, e nos fechamos nas nossas constatações, indiferentes aos delinqüentes juvenis de mente influenciável, que esta noite, não vieram nos sugar a bebida e os bons modos.
Entre um gole e outro, acomodei o queixo na palma da mão e enxerguei com olhos calados, por entre as nuvens que se dissipavam lentamente, as estrelas e nelas a promessa de um novo dia ensolarado!
domingo, 20 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário