quarta-feira, 14 de maio de 2008

Unissono melodico

Naquela noite, nao havia crianças
O vento silvava ferozmente acima de mim
As janelas, fracas e velhas, batiam e estralavam
Quando dei por mim, ja nevava pesado outra vez
Seria confortavel estar quente a baixo de pele de animais
e nao permanecer ali fora, ao frio parado
Observando, esperando um movimento
Naquela parte do ceu, nao havia estrelas
Vagava por aquele ceu escuro e nublado
Nevava...
quando desenrolei meu oleado
e encarei-o de frente
Os pequenos monges, que eram diferentes do que conhecia
ate ali
Passavam e faziam-me lembrar de anjos adormecendo
Me ergui e completei a imagem silenciosa que faziam
Apenas depois desse momento pude me recuperar
Em meio a tudo, uma arvore recem-nascida me chamava atençao
Uma lembrança subita de gloriosos dias de brincadeiras
Ao nosso redor
Junto de tanto frio, resolvi passar
Atravessei a passarela, ate a porta
Ali permaneci trancado
ate que desapareci no vasto palco dos diarios da vida...
Talvez volte um dia...
Solicito encarecido que porventura
ainda mais jovem
do que quando entrei...

Nenhum comentário: